sábado, 27 de fevereiro de 2010

Lex Legal, o mais novo blog jurídico da Região do Cariri

       Chega nas ondas da internet o Lex Legal, um blog jurídico com a finalidade de abordar temas relevantes e contribuir com a construção de uma sociedade capaz de lutar e exigir seus direitos.

 

"É melhor tentar e falhar que preocupar-se e
ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que
em vão, que sentar-se fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar que em dias
tristes me esconder. Prefiro ser feliz embora
louco, que em conformidade viver."
                     
Martin Luther King



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

IV Festival BNB das Artes Cênicas reunirá 190 eventos e apresentará 75 espetáculos em 12 mostras

FORTALEZA, 26.02.2010 – O Banco do Nordeste realiza o IV Festival BNB das Artes Cênicas, nos Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), no período de 02 a 30 de março, para marcar o Dia Mundial do Teatro (27 de março). Gratuita ao público, a programação do Festival abrange um total de 190 eventos durante esses 29 dias.
Os Fabulosos - RJ - Mostra Brasil

O IV Festival BNB das Artes Cênicas envolve um diversificado elenco de atividades orientadas para o exercício teatral. No Festival serão realizadas doze mostras cênicas (Brasil, Nordeste, Teatro de Rua, Infantil, de Dança, Ceará, Paraíba, Cariri, Alto Sertão, Primeiro Ato, de Esquetes e de Contos), compreendendo 75 espetáculos de companhias de oito estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia).

No final da última sessão de cada espetáculo das mostras Brasil, Nordeste, Dança, Ceará, Cariri, Alto Sertão e Primeiro Ato, o público poderá dialogar com os artistas sobre as peças apresentadas, o processo de criação e o fazer teatral.
Sobre Anjos e Grilos - RS - Mostra Brasil - foto Vilmar Carvalho

Dois eventos ganham destaque, no CCBNB-Fortaleza, pela participação especial de duas personalidades das artes cênicas brasileiras. Ricardo Guilherme – ator, dramaturgo e diretor cearense, formulador da teoria e do método do Teatro Radical Brasileiro, com uma teatrografia de mais de cem espetáculos realizados, completando quatro décadas de atividade este ano, numa trajetória nacional e internacional – concederá entrevista aberta, ao vivo, compartilhando com o público sua história de vida e trajetória artística, no programa Nomes do Nordeste. Também será lançado o segundo livro da coleção Diálogos Emergentes, fruto do Seminário Avançado de Arte com o tema geral “O Teatro em Diálogo com Outras Linguagens”, realizado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza, durante a terceira edição do Festival, em 2009.

Na programação deste ano, a Mostra Brasil traz espetáculos de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (um de cada um desses Estados). Prosseguem no roteiro do Festival as mostras Nordeste, Teatro de Rua, de Esquetes, de Contos, Infantil, Ceará, Cariri e Primeiro Ato – esta última destacando novos talentos, porém já com notável desenvoltura em termos de linguagem e encenação teatral.

A Mostra Nordeste abarca um total de 15 apresentações de oito peças teatrais de quatro estados da Região (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia). Por sua vez, a Mostra Teatro de Rua abrange 30 apresentações de 15 espetáculos cearenses, potiguares, paraibanos e paulista, que serão exibidos em praças, colégios, centros culturais e associações comunitárias de sete cidades do Ceará (Fortaleza, Juazeiro do Norte, Abaiara, Barbalha, Caririaçu, Potengi e Milagres) e um município paraibano (Sousa). E a Mostra de Esquetes traz oito encenações rápidas no decorrer do mês.

Multimídia e educativa, a programação do Festival abrange ainda a realização de dois cursos de apreciação de arte, cinco oficinas de formação artística e três oficinas de arte infantis; exibição de três filmes, na série “Cinema com Shakespeare”; apresentações cênico-musicais de manifestações da tradição cultural, no sul do Ceará; passeios culturais de trenzinho, visitando o Theatro José de Alencar e o Centro Histórico de Fortaleza, entre outras atividades.

Promotor do Festival, o BNB cumpre seu papel como principal órgão do Governo Federal para o desenvolvimento da Região Nordeste, na medida em que estimula toda a cadeia produtiva das artes cênicas, gerando emprego e renda no setor, criando novas oportunidades e promovendo a formação profissional de todos os que se dedicam à atividade teatral, além de oferecer visibilidade para novos artistas e possibilidade de acesso a outros eventos de caráter nacional.

Informações:

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - FORTALEZA
Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - Fortaleza - Ceará - CEP: 60025-130
Fone (85) 3464.3108 - Fax (85) 3464.3177

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - CARIRI
Rua São Pedro, 337 - Centro – Juazeiro do Norte - Ceará - CEP: 63010-010
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - SOUSA
Rua Cel. José Gomes de Sá, 07 - Centro - Sousa - Paraíba - CEP: 58800-050
Fone (83) 3522.2980 - Fax (83) 3522.2926

Site: www.bnb.gov.br/cultura

Link para baixar a programação do IV Festival BNB das Artes Cênicas:
http://www.filesavr.com/programaodoccbnbmaro

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL: DE PROTESTO À PROPOSTA

Por Polliana de Luna Barreto*


O 1° FSM nasceu da necessidade da sociedade civil e dos movimentos sociais se oporem à globalização que se intensificou no início deste século. O fortalecimento do neoliberalismo e de suas práticas levou milhares de pessoas a participarem da primeira edição, que se contrapunha ao Fórum Econômico que acontece anualmente em Davos.

O Fórum Social Mundial (FSM)- 10 Anos – Grande Porto Alegre, ocorrido entre os dias 25 e 29 de janeiro, reuniu 35 mil pessoas, em atividades espalhadas por sete cidades gaúchas, o evento contou com expressiva participação de jovens e mulheres. As temáticas que caminhavam na direção de "Outro mundo possível" incluíam debates relacionados à educação, meio ambiente, cultura, economia solidária, democracia, direitos humanos, dentre outras.O FSM se propõe a ser espaço para a reflexão e debate, acerca de saídas possíveis para a redução das desigualdades sociais através da construção de um novo modelo de sociedade.

Na edição de seus dez anos a tentativa foi, não só analisar os frutos do Fórum, mas, sair da fase de protesto para entrar numa fase de propostas. Neste sentido, o principal Seminário, que contou com as presenças de vários dos mais renomados propulsores do Fórum Social Mundial, teve como tema "Dez anos depois: desafios e propostas para outro mundo possível". Discutiram-se aí os elementos de uma nova agenda, que trouxe à tona temas como Bens Comuns, Bem-Viver e Sustentabilidade.

As crises que se instalam em vários países tendem a fundir-se, pois são processos que envolvem inclusive as questões ambientais. A falta de alimentos e de água potável já é uma realidade e se tornará maciça se o desenvolvimento não estiver alicerçado na sustentabilidade, sobre esse assunto, um dos pontos mais discutidos foi a Economia Solidária, defendida no painel intitulado "A Conjuntura Econômica Hoje" que contou com as presenças de David Harvey (City University of New York), Susan George (ATTAC) e Paul Singer (FEA_USP).

A mesa "Organização do Estado e Poder Político" mais uma vez se reportou à economia solidária, como um dos instrumentos para transformar a sociedade a partir da democratização da economia, para Nancy Neamtan – Chantier de l’Economie Sociale (Canadá) o caminho para um novo modelo econômico deve vincular o exercício do poder político com o exercício do econômico, a economia solidária, segundo ela, seria uma das formas para se alcançar esse objetivo. O indiano Prabir Purkayastha concordou com Nancy ao afirmar que existem dois tipos de crise no mundo hoje: a econômica e a política; e que a Economia Solidária seria um modelo a ser praticado na busca por uma lógica comercial diferente: "Talvez com a exceção da América Latina, no resto do mundo a esquerda não está avançando. Como podemos levar adiante um projeto pró-pessoas, vantajoso para todos? Como configurar o poder do Estado de forma diferente? Temos que redescobrir uma alternativa socialista. Que tipo de organização da economia e das instituições políticas queremos? A economia solidária pode ser parte da resposta", disse ele.

Ainda como propostas, a instituição de um governo nacional foi questão presente nas discussões, o mesmo deve funcionar sustentado em instituições internacionais, esse governo representaria as diversas partes do planeta. Nesse momento foi defendida uma reestruturação da ONU, que passasse a ser composta realmente pelas Nações do mundo inteiro e não por um número reduzido de membros, os quais nem sempre defendem as reais necessidades das nações pobres. O exemplo do Haíti foi apresentado para ilustrar como o estado não tem sido capaz de mitigar os efeitos da desestruturação daquele país, a ajuda humanitária tem sido dada em sua grande parte através de exércitos, que mesmo levando alimentos e água, tem em sua própria essência o sentido da violência, o que acaba massificando uma imagem de invasão e não de auxílio.

Além de propostas, essa mesa teve explanada na fala de Pablo Solón, embaixador da Bolívia na ONU e membro da Aliança Social Continental, a experiência da Bolívia em tentar construir um novo modelo de Estado, onde os excluídos façam parte do sistema, segundo ele mais que administrar o que existe é preciso recuperar os recursos naturais a fim de alcançar o Bem-Viver, que nada mais é do que compartilhar, já que tentar ser melhor que o outro tem um limite estabelecido pela própria natureza.

Em meio a tantas intervenções, a afirmação "Outro mundo é possível" nos chama atenção para um novo modo de encarar a globalização, num processo onde a competição dê lugar a cooperação entre as nações, visto que a globalização deve assumir dimensões como a valorização da diversidade cultural e étnica; o acesso universal aos direitos sociais e a compreensão de que o mundo terá um destino comum, portanto os esforços de todos os governos e movimentos devem confluir para a preservação da vida, através da igualdade de condições em todos os aspectos. Os países ricos não poderão suportar a pobreza absoluta do restante do mundo. O problema que enfrentamos não é a globalização como pensávamos num passado recente, mas os rumos que esse processo tem tomado, sedimentando o abismo entre nações pobres e ricas. Este é um momento oportuno para que sejam praticadas ações que visem à harmonia dos interesses de todos os povos, no intuito de que todos se beneficiem ao máximo dos recursos materiais e culturais do planeta, pois hoje somos capazes de admitir a derrocada do modelo econômico praticado hegemonicamente nas últimas décadas.

As críticas ao FSM são muitas, desde a fragilidade de seu caráter antipartidário; nesses dez anos, por exemplo, no Brasil, a esquerda chegou ao poder, Lula participou do primeiro Fórum como ativista e do último como Presidente da República, não seria essa a "fragilidade" a qual alguns tem se referido? É criticada ainda a própria organização do evento, já que as atividades têm sido descentralizadas. De qualquer forma é fato que nos últimos dez anos a crise do neoliberalismo é evidente, testemunhamos o atual modelo econômico dando sinais de desgaste, cada vez mais percebemos que um modelo alternativo de sociedade é urgente e essa tem sido a principal questão discutida no FSM, e aí os movimentos sociais devem se aproximar dos governos para cobrar e propor políticas públicas, mas sem perder a autonomia.

No balanço, fundadores do FSM acreditam que o neoliberalismo foi vencido ao menos ideologicamente, e que o Fórum teve sua participação nesse processo, nos convencendo que um novo modelo econômico é possível, bem como uma organização de estado e poder político capaz de democratizar os recursos e acabar com as desigualdades sociais.


* Historiadora. Mestranda em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior (UFC). Assistente em Administração (UFC-CARIRI).

O e-Learning no campus avançado da Universidade Federal do Ceará no Cariri

          O e-Learning no campus avançado da Universidade Federal do Ceará no Cariri

                                                                              Erlon Cristiano Lavor Oliveira*
                                                                              Carlos Antônio de Souza Viera*


O e-Learning é uma forma especializada de ensino que se utiliza dos conceitos, princípios e ferramentas de educação a distância associadas às modernas tecnologias através de um ambiente Web. Para se implantar essa modalidade de ensino à distância, via e-learning, ou seja, on-line, é necessário uma postura comprometida com o processo de desenvolvimento da construção do conhecimento. Para que isso ocorra de maneira satisfatória é necessário que haja um planejamento em caráter dinâmico, a partir de um enfoque de aprendizagem ativa e, portanto autônoma, onde a seleção da informação, a comunicação entre os participantes, a cooperação/colaboração e a auto-gestão são fundamentais para a obtenção do sucesso.

Esse tipo de modalidade de ensino foi implantado recentemente pela Universidade Federal do Ceará (UFC) no seu campus avançado no Cariri, onde se desenvolveu o controle de todo o funcionamento de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) através do Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment), onde as atividades planejadas são voltadas a capacitação dos servidores técnico-administratívos da instituição. Ele permite por sua vez a rápida atualização dos materiais e conteúdos, a disponibilidade e a personalização dos conteúdos transmitidos, a flexibilização de horários, um ritmo de treinamento definido pelo usuário, custos menores do que no treinamento tradicional, diversidade de produtos, serviços e cursos.

O modelo de e-learning utilizado pela UFC no campus do Cariri segue uma linha de abordagem instrucional com cursos baseados em ambiente Web, onde o aluno se inscreve, navega pelo curso tomando conhecimento de seu conteúdo, reflete sobre os exercícios propostos, recebe feedbacks e realiza avaliações. Os servidores da instituição envolvidos no desenvolvimento da educação corporativa lidam constantemente com o desafio de ensinar e ao mesmo tempo despertar o desejo de aprender nos seus colaboradores.

Esta abordagem centrada nos alunos, os coloca numa posição de maior iniciativa, tendo à sua disposição uma completa seleção dos recursos educativos, ajustada às necessidades individuais de cada aluno. Por outro lado, os professores e tutores desempenham a função de facilitadores, utilizando formas de interação presenciais e/ou virtuais com os seus alunos, numa perspectiva mista. Desta forma, o e-Learning não contrapõe aos papéis clássicos do aluno e do professor, modificando apenas a abordagem. A Universidade com isso deixa de ser apenas um agente educativo e passa a desempenhar um novo papel: o de parceiro educacional.

Com suas ferramentas, o e-learning em uma organização oferece oportunidades de diálogo em redes formadas por seus participantes e colaboradores. Cria espaços dinâmicos para o aprendizado informal e possibilita uma busca maior de informação e conteúdos sobre aquilo que estão aprendendo. Tudo isso é e-learning.


Referências Bibliográficas

1. Zerbini T, Carvalho RS, Abbad G da. Treinamento a distância via internet:
construção e validação de escala de estratégias de aprendizagem. In: Anais do 29o Encontro da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Administração; 2005. setembro 17-21; Brasília [CD-ROM]. Brasília: ENAMPAD; 2005.

2. Romiszowski A. O futuro de e-learning como inovação educacional: fatores
influenciando o sucesso ou fracasso de projetos. Rev Bras Aprendizagem Aberta
Distância [ periódico on line ]. 2003.

3. Seixas CA, Mendes IAC. E-learning e Educação a Distância: guia prático para
implantação e uso de sistemas abertos. São Paulo: Atlas, 2006.


* Erlon Lavor, biólogo formado pela Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG) e Mestrando em Ecologia e Recuros Naturais pela UFC.

* Carlos Souza é formado em Filosofia pela UFPB e é aluno de Química pela UFC.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

AS MAIORES MALDADES CONTRA OS PROFESSORES - SÃO OS MAIORES CRIMES CONTRA EDUCAÇÃO

Não precisa muito texto, as maldades serão demonstradas em forma de tópicos. Enquanto algumas maldades existirem, esqueçam a qualidade da educação. Até porque gente bem educada aprenderá a votar com qualidade, a compreender a mídia verdadeira, a mídia falsa, a mídia vendida. Por fim aprenderá a ser mais sujeito da história que objeto. Essa é a intenção da Constituição Federal, que se choca com a intenção dos que detêm o poder político.

O ser humano bem educado entenderá bem o que significa a liberdade e como ser livre. Esse fato assusta os detentores do poder, sempre inimigos do conhecimento e da liberdade. Pois só há liberdade quando primeiro há conhecimento, gerador da consciência. E onde há consciência é difícil prosperar a mentira, a demagogia ou os parasitas da democracia, a exemplo da maioria dos prefeitos e prefeitas, dos vereadores e vereadoras, que se agarram aos cargos públicos ou à estrutura do Estado, como as pulgas aos cães e os carrapatos aos bois. Eis algumas das principais maldades contra os profissionais da educação, que corrompem todo o sistema educacional brasileiro:

I - Passar em concurso e não ser convocado para assumir o cargo;
II- Ser contratado irregularmente para o próprio cargo que conquistou por concurso;
III- Trabalhar longe da residência sem receber auxílio alimentação ou auxílio transporte;
IV- Não receber bolsa para formação contínua, pagar para estudar, concluir curso e ter negada promoção funcional;
V- Ver os repasses do FUNDEB triplicarem e seu salário minguar!
VI- Ter que ser formado pra ser professor e ter um secretário de educação analfabeto!
VII- Cursar mestrado para ganhar um pouco mais e um prefeito bem remunerado, que nunca leu um livro na vida!
VIII- Obedecer a leis aprovadas sem sequer serem lidas por vereadores, que se lessem nada entenderiam;
IX- Ter como diretores PHD`s em politicagem não em educação, em sua maioria da confiança do prefeito ou prefeita. Núcleo gestor não eleito pela comunidade escolar;
X- Corrigir provas, estudar e planejar aula fora do horário da jornada de trabalho e sem remuneração;
XI- Não haver gestão democrática na escola. MAS DITADURAS!
XII- Escolas com paredes caindo, carteiras quebradas, sem ferramentas, sem ventilação...
XIII- Exclusão digital de alunos e professores;
XIV- Piso salarial humilhante! LEI DO PISO E LEI DO FUNDEB VIOLADAS ACINTOSAMENTE!
XV- Ver atacado o seu direito à greve e à livre manifestação do pensamento;
XVI- Ser difamado, caluniado e injuriado pela mídia em época de campanha salarial;
XVII- Ter seu plano de carreira que já é ruim piorado e violação aos direitos adquiridos;
XVIII- Constatar a omissão da Justiça, mesmo acionada, em proteger a política educacional do país;
XIX- Constatar a omissão do Ministério Público na fiscalização das verbas do FUNDEB;
XX- Verificar que os conselhos municipais do FUNDEB não passam de mentira!
XXI- Perceber que a maioria do Poder Legislativo não tem qualquer compromisso com educação;
XXII- A educação desvinculada da realidade social;
XXIII- Ter perseguidos os sindicatos e as lideranças sindicais, que defendem os profissionais da educação;
XXIV- Perceber que a interpretação contrária à lei prevalece sobre o próprio texto claro da lei;
XXV- Inexistência de políticas que aproximem a comunidade escolar do professor e da escola;

Para concluir, a Constituição Federal pode servir-nos de guia, bastando analisar uma frase do teor do seu artigo 205:

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Logo, antes de ensinar seus alunos como exercer a cidadania, deve o professor dar o exemplo lutando pelo respeito à sua cidadania e contra a negação ao acesso à educação com qualidade. Pois será muito difícil ensinar uma matéria, na qual o professor pode ser reprovado e será derrotado, caso não lute pelo respeito à sua dignidade, pela materialização do piso salarial, pela efetivação dos princípios constitucionais contidos no artigo 206, da Carta Magna e pela observação das diretrizes contidas na Lei de Diretrizes e Bases, LDB, da educação brasileira.

O que só é possível através do seu sindicato, do seu voto, de sua mobilização para lutar para que cheguem ao poder os que têm compromisso com a qualidade da educação, com a dignidade humana e com a efetivação dos direitos fundamentais. Hoje há necessidade de uma verdadeira cruzada contra todos os demandos apontados.

HORA DE LUTA! DE MUITA LUTA! DE PARTICIPAÇÃO! ACOMODAÇÃO E MEDO PRECISAM SER BANIDAS, POR ENQUANTO, DO DICIONÁRIO!

Fonte: FETAMCE - Federação dos Trabalhadores no Serviços Público Municipal do Estado do Ceará. http://www.fetamce.org.br

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Sociedade Mundial da Cegueira

Por Leonardo Boff *

O poeta Affonso Romano de Sant'Ana e o prêmio Nobel de literatura, o português José Saramago, fizeram da cegueira tema para críticas severas à sociedade atual, assentada sobre uma visão reducionista da realidade. Mostraram que há muitos presumidos videntes que são cegos e poucos cegos que são videntes.

Hoje propala-se pomposamente que vivemos sob a sociedade do conhecimento, uma espécie de nova era das luzes. Efetivamente assim é. Conhecemos cada vez mais sobre cada vez menos. O conhecimento especializado colonizou todas as áreas do saber. O saber de um ano é maior que todo saber acumulado dos últimos 40 mil anos. Se por um lado isso traz inegáveis benefícios, por outro, nos faz ignorantes sobre tantas dimensões, colocando-nos escamas sobre os olhos e assim impedindo-nos de ver a totalidade.

O que está em jogo hoje é a totalidade do destino humano e o futuro da biosfera. Objetivamente estamos pavimentando uma estrada que nos poderá conduzir ao abismo. Por que este fato brutal não está sendo visto pela maioria dos especialistas nem dos chefes de Estado nem da grande mídia que pretende projetar os cenários possíveis do futuro? Simplesmente porque, majoritariamente, se encontram enclausurados em seus saberes específicos nos quais são muito competentes mas que, por isso mesmo, se fazem cegos para os gritantes problemas globais.

Quais dos grandes centros de análise mundial dos anos 60 previram a mudança climática dos anos 90? Que analistas econômicos com prêmio Nobel, anteviram a crise econômico-financeira que devastou os países centrais em 2008? Todos eram eminentes especialistas no seu campo limitado, mas idiotizados nas questões fundamentais. Geralmente é assim: só vemos o que entendemos. Como os especialistas entendem apenas a mínima parte que estudam, acabam vendo apenas esta mínima parte, ficando cegos para o todo. Mudar este tipo de saber cartesiano desmontaria hábitos científicos consagrados e toda uma visão de mundo.

É ilusória a independência dos territórios da física, da química, da biologia, da mecânica quântica e de outros. Todos os territórios e seus saberes são interdependentes, uma função do todo. Desta percepção nasceu a ciência do sistema Terra. Dela se derivou a teoria Gaia que não é tema da New Age; mas, resultado de minuciosa observação científica. Ela oferece a base para políticas globais de controle do aquecimento da Terra que, para sobreviver, tende a reduzir a biosfera e até o número dos organismos vivos, não excluídos os seres humanos.

Emblemática foi a COP-15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague. Como a maioria na nossa cultura é refém do vezo da atomização dos saberes, o que predominou nos discursos dos chefes de Estado eram interesses parciais: taxas de carbono, níveis de aquecimento, cotas de investimento e outros dados parciais. A questão central era outra: que destino queremos para a totalidade que é a nossa Casa Comum? Que podemos fazer coletivamente para garantir as condições necessárias para Gaia continuar habitável por nós e por outros seres vivos?

Esses são problemas globais que transcendem nosso paradigma de conhecimento especializado. A vida não cabe numa fórmula, nem o cuidado numa equação de cálculo. Para captar esse todo precisa-se de uma leitura sistêmica junto com a razão cordial e compassiva, pois é esta razão que nos move à ação.

Temos que desenvolver urgentemente a capacidade de somar, de interagir, de religar, de repensar, de refazer o que foi desfeito e de inovar. Esse desafio se dirige a todos os especialistas para que se convençam de que a parte sem o todo não é parte. Da articulação de todos estes cacos de saber, redesenharemos o painel global da realidade a ser compreendida, amada e cuidada. Essa totalidade é o conteúdo principal da consciência planetária, esta sim, a era da luz maior que nos liberta da cegueira que nos aflige.


* Teólogo, filósofo e escritor
Autor de A nova era: a consciência planetária, Record (2007)

Fonte: Adital
http://www.adital.com.br

Abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, com o tema "Economia e Vida"

 

Foi aberta nesta Quarta-feira de Cinzas, 17, em Brasília, a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 (CFE), com o tema “Economia e Vida” e lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6, 24)”. O evento contou com a participação dos representantes das cinco Igrejas membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), responsável pela Campanha deste ano por ser ecumênica.

Durante a abertura, cada representante falou à imprensa presente sobre os objetivos centrais da Campanha. O secretário geral do Conic, reverendo Luiz Alberto Barbosa, destacou a importância da CFE para a sociedade, de modo especial com a temática tratada este ano. “Com esta Campanha queremos colaborar com uma economia a serviço da vida fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e das pessoas de boa vontade, tendo em vista uma sociedade sem exclusão".

O representante da CNBB, no ato, o arcebispo de Montes Claros (MG), dom José Alberto Moura, leu a mensagem do sumo pontífice, o papa Bento XVI, para a CFE, na qual ele destaca a temática da campanha para a libertação das pessoas da escravidão do dinheiro. Em sua fala, dom Alberto, que é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso da CNBB, ressaltou a importância da Campanha Ecumênica para reforçar os laços que unem as Igrejas membros do Conic. “O ecumenismo nos faz testemunhar a fé em um único Deus, além de reforçar esses laços e indicar que todos somos os seus filhos; e nessa união, queremos nos colocar a serviço Dele”.

Questionado se a Campanha apresentará, durante o seu desenvolvimento, ao longo de 2010, um novo modelo de economia “mais solidário” do que o atual, o arcebispo de Montes Claros respondeu. “A economia não é algo odiado, porém é preciso atentar para o seu modo de usá-la e desenvolvê-la. Não fazemos uma crítica a uma pessoa ou governo, mas a uma mentalidade de concentração de renda e de colocar a economia como finalidade de vida em que poderíamos olhar mais a pessoa humana, principalmente as pessoas excluídas que devem ser mais consideradas”, frisou. Dom Alberto Moura falou ainda que a estrutura da Campanha não parte do econômico e ideológico, mas do Evangelho. “É justamente com o espírito da Quaresma que queremos colocar em discussão a economia que nos serve. Não vamos apresentar um novo modelo e derrubar o que está aí, mas queremos com esse tema dar mais razão à pessoa do que ao econômico”, completou.

“A temática da CFE-2010 nos coloca na posição de nos perguntarmos a quem, a rigor, queremos servir, se é a Deus ou ao dinheiro”, disse o presidente do Conic, o pastor sinodal, Carlos Augusto Möller, citando o lema da CFE. De acordo com ele, a frase bíblica representa uma inquietude de Jesus Cristo, sobre a escolha que devemos fazer também nos dias de hoje. “Sobre a discussão que vamos travar não só nas igrejas, mas também na sociedade, de modo geral, essa mesma inquietude de Jesus deve também ser discutida nos dias atuais, em que o lucro a todo o custo se sobrepõe à vida”, sublinhou.

O presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e moderador do Conselho Mundial de Igrejas, pastor Dr. Walter Altmann, disse que a campanha é favorável para que as pessoas participem de suas comunidades, com o objetivo de transformar o mundo, hoje, “marcado por tanta violência e tamanhas injustiças”.

Fonte: CNBB
http://www.cnbb.org.br

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Vídeo da apresentação das Donzelas do Jatobá no Parque de Eventos de Barbalha

Donzelas do Jatobá no Parque de Eventos de Barbalha


OBS: Para ouvir o áudio do vídeo, desligar o som da rádio Chapada do Araripe na barra lateral.

Fonte: TV Verdes Mares
http://tvverdesmares.com.br/cetv1aedicao/conheca-o-bloco-das-donzelas/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Desfile do Bloco Donzelas do Jatobá em Barbalha no Carnaval 2010

Em 1982 jovens estudantes de Barbalha se reuniram e fundaram um bloco carnavalesco em homenagem a um grande jatobazeiro (pé de jatobá) situado na cidade de Barbalha, onde eram realizados encontros noturnos. Hoje uma das principais atrações do carnaval em Barbalha o Bloco das Donzelas do Jatobá, atrai muitas pessoas do nosso município e de cidades circunvizinhas, que se divertem muito com as dezenas de homens vestidos de mulheres. No final do desfile no Parque de Eventos de Barbalha, acontece a escolha das donzelas que mais se destacaram, com o desfile das mesmas em uma passarela onde se apresentam para o público e as donzelas mais bonitas e mais feias são premiadas.


Fundadores - Sávio Aires Furtado, Antônio Silmo, José de Naninha, Pipica (in memóriam), Jucier Duarte, Antônio João entre outros. A letra da música é de autoria do poeta e compositor - José Virlânio Gonçalves (Friaça).


MÚSICA


Que bom ver o meu bloco na rua
Com todas as donzelas a desfilar
Elas que relembram a história
De um velho pé de jatobá


Diziam que um velho carro preto
Todas as noites lá ia parar
Sabia o que ele ia fazer lá

Refrão

Jatobá, jatobazeiro
Se tu soubesses falar
Prá dizer quem são as moças
Que foram te visitar


Mas que pena
Pena que o velho jatobazeiro
Teve um dia de se acabar
Tirando o abrigo das donzelas
Lá elas não podem mais transar

Mas a fama que ele ganhou
Resolveram lhe homenagear
E hoje temos um bloco na rua
Que são as donzelas do jatobá




  
  

  

  

  


 

  

 

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ano letivo 2010 da UFC começa com 19 novos cursos


Com 19 novos cursos de graduação, de um total de 100, a Universidade Federal do Ceará inicia na próxima quinta-feira (18) o primeiro semestre letivo de 2010. Os coordenadores dos cursos nos campi de Fortaleza, Cariri, Sobral e Quixadá preparam aula inaugural para receber os alunos.

Dentre os novos cursos estão Gastronomia, Artes Cênicas e Design de Produtos. O de Gastronomia foi o quarto mais concorrido no último vestibular da Universidade, perdendo apenas para Medicina (Cariri), Psicologia e Fisioterapia. O curso vem preencher uma lacuna no mercado cearense.

O profissional de Gastronomia (gastrônomo ou gastrólogo) atua na seleção dos alimentos e bebidas, preparação e montagem dos pratos e organização dos cardápios e cartas de vinhos. É responsável ainda pelo gerenciamento e organização de cozinhas e restaurantes.

A coordenação do novo curso prepara a Semana Degustação, de 18 a 26 de fevereiro, no Centro de Ciências (Bloco Didático), com programação que inclui oficinas, seminários e discussão do projeto pedagógico, tendo como convidados proprietários de restaurantes.

Com aulas de Interpretação, direção, corpo, voz, história do teatro, na perspectiva de possibilitar uma plural e significativa formação cênica, o curso de Artes Cênicas (Licenciatura em Teatro) terá como meta aliar a formação docente e artística, com ênfase na linguagem teatral. Os egressos atuarão em escolas, centros culturais e universidades.

A Coordenação do novo curso agendou um espetáculo, às 19h do dia 18, para receber os alunos. "No ato", texto de Nelson Rodrigues e Ricardo Guilherme, é o título da peça que será encenada no Teatro Universitário Pachoal Carlos Magno (Av. da Universidade, 2210) por Ricardo Guilherme.

No dia 19, às 19h, no mesmo local, a agenda prevê a conferência "Mito e Rito no Teatro", com Orlando Luiz de Araújo, professor de Língua e Cultura Clássica da UFC. Haverá sarau festivo com performances poéticas e musicais.

O Curso de Design de Produtos (Tecnólogo) funcionará em Juazeiro do Norte e foi concebido para formar profissionais voltados para dois segmentos que se destacam no Cariri: joias e calçados. O tecnólogo em Design de Produto terá conhecimentos dos processos industriais relativos aos produtos, com domínio das linguagens visuais e culturais locais e regionais. Em sua primeira semana de atividades, o novo curso receberá o designer cearense Cláudio Quinderé.

Ele apresentará sua marca, seus produtos e falará da importância do processo criativo na produção de jóias, nos dias 25 e 26 de fevereiro. Além de palestras, haverá apresentação e discussão sobre o conteúdo de um vídeo e oficina de criatividade.

Os outros novos cursos do Campus de Fortaleza são: Cinema e Audiovisual, Biotecnologia, Ciências Ambientais, Engenharia Ambiental, Engenharia de Energias Renováveis, Engenharia de Petróleo, Fisioterapia, Letras/Espanhol, Letras/Inglês e Sistemas e Mídias Digitais.

No Cariri serão quatro novos cursos: Comunicação Social/Jornalismo, Educação Musical e Engenharia de Materiais, além de Design de Produto. Em Quixadá funcionarão Engenharia de Software e Redes de Computadores, e em Sobral, Finanças.

Fonte: UFC
www.ufc.br

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Economia e Vida (II): Deus e ídolos na economia

Por Jung Mo Sung *

No artigo anterior , eu tratei da "materialidade da vida", que é um dos aspectos fundamentais do tema da CF deste ano: "Economia e vida". Neste artigo, eu quero continuar a reflexão abordando um segundo aspecto, "o aspecto teológico-espiritual da economia".

À primeira vista, falar em aspecto teológico-espiritual da economia soa estranho para a maioria da população. Pois a economia trataria das questões materiais e a teologia e a espiritualidade, das questões imateriais. Esta visão que separa e opõe a economia da teologia e espiritualidade é uma característica do mundo moderno, que separou os campos da vida social (por ex, o campo econômico e o religioso) de uma forma que os vê como independentes e autônomos. E, estranhamente, muitos dos grupos religiosos que se opõem ao mundo moderno assumem essa separação moderna como algo "natural" ou "divino".

A afirmação de Jesus, "Ninguém pode servir a dois senhores. ... Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro." (Mt 6,24), mostra que na tradição cristã, e nas sociedades antigas, há uma relação entre a economia e teologia. E aqui é preciso prestar atenção: não é relação entre economia e ética ou entre a economia e a doutrina social da Igreja, mas sim entre economia e teologia! Jesus coloca uma disjuntiva: servir a Deus ou a Dinheiro. Isto é, Jesus mostra que dinheiro pode ser e foi colocado no mesmo nível de Deus. Por isso, há relações de seres humanos com o dinheiro que se tornam uma questão teológica, uma questão de discernimento entre o Deus verdadeiro e o deus falso, ou ídolo.

O que as Igrejas cristãs fazem normalmente, quando tratam das questões econômicas, é propor uma doutrina social, que costuma não ter o mesmo status de teologia. É como se fosse uma aplicação derivada da teologia aos problemas do mundo social, uma aplicação que não faria parte da essência da reflexão teológica e da evangelização. Entretanto, Jesus, ao colocar a oposição entre o "servir ao Dinheiro" e o "servir a Deus", eleva a questão econômica ao coração da teologia e da evangelização.

Porém, é preciso tomar outro cuidado. Jesus não condena dinheiro ou economia de uma forma geral. O que ele condena é a transformação do dinheiro no sentido último da vida, no critério máximo para decidir o que é bom ou mal, quem deve viver ou morrer. Na Teologia da Libertação, essa discussão foi desenvolvida especialmente pela "escola do DEI" (Departamento Ecuménico de Investigaciones, em Costa Rica, com nomes como Franz Hinkelammert e Hugo Assmann), que cunhou a expressão "a idolatria do mercado". A economia de hoje é muito diferente do tempo de Jesus, por isso, a melhor forma de criticar a idolatria que ocorre na ou via economia é a do mercado, e não mais a do dinheiro. Porém, é preciso lembrar que Assmann e Hinkelammert também criticam o fazer do mercado algo absoluto, o último critério para as decisões sobre a vida e a morte na sociedade (idolatria); mas não o mercado como tal. Pois, não é possível organizar a economia e a sociedade hoje sem mercado.

Servir a um "deus falso", ídolo, deus que exige sacrifícios de vidas humanas, é um tema da teologia, mas também da espiritualidade. Pois "servir" a Deus ou ídolo implica em dedicar uma vida, em encontrar o sentido da vida e a motivação para viver nesse serviço. A questão central hoje, em termos de evangelização, não é anunciar a Deus a um mundo não-crente. Mas a de discernir entre uma espiritualidade e teologia que nos leva a Deus que se revelou na vida, morte e ressurreição de Jesus; e a outra que nos leva ao ídolo, que sempre se mostra como um deus poderoso, radiante e glorioso no mundo.

Esta breve reflexão nos mostra que há, pelo menos, dois níveis na discussão da economia. A tarefa teológica da crítica da idolatria - que pertence ao coração da tradição bíblica - que ocorre na economia e da proposição de uma nova noção de Deus como fundamento de uma nova economia. (Max Weber chega a dizer que as ciências sociais devem desvelar os deuses impessoais que estão por detrás das ações na economia e na sociedade, mas não propõe uma crítica a esses deuses.) Outro nível é o do campo técnico-operacional da economia. A discussão sobre a melhor forma de combater a inflação, de aumentar o nível de emprego ou melhorar a distribuição de renda, não é do campo da teologia, mas sim das ciências econômicas. Isto é, não podemos tirar da Bíblia, da teologia, ou até mesmo da doutrina social da Igreja, críticas ou propostas no campo operacional da economia.

É preciso fazer uso das "mediações", como sempre insistiu a Teologia da Libertação. Da análise da economia, desvelar os seus fundamentos teológicos e econômicos; da reflexão teológico-bíblica, dialogar com as ciências econômicas, sociais, políticas e antropológicas para ver quais as diretrizes que melhor expressam os valores da fé. Diretrizes essas que não podem ser confundidas com "receitas" ou práticas econômicas concretas, pois esse é o campo da discussão e de resultados sempre provisórios. Devemos evitar a tentação de absolutizar as "nossas" propostas econômicas, negando diálogo e debate com grupos que, mesmo tendo valores convergentes, pensam de modo diferente os caminhos concretos da economia.

Por tudo isso, para uma boa reflexão teológica socialmente relevante hoje, é fundamental estudarmos as interfaces entre a teologia e economia.

(No próximo artigo, espiritualidade nas experiências econômicas do cotidiano).

* Professor de pós-graduação em Ciências da Religião
Autor de "Cristianismo de Libertação: espiritualidade e luta social".

Fonte: Adital
http://www.adital.com.br

Vigilantes do Ceará entram em greve

A categoria dos vigilantes entrou em greve nesta quinta-feira (11/02). A paralisação aconteceu nas empresas de transporte de valores Brinks, Corpvs e Nordeste, e em frente ao Banco do Brasil da Av. Duque de Caxias, no centro da cidade. Apesar da presença maciça de policiais e viaturas, as manifestações estão sendo realizadas pacificamente.

A categoria está vestindo verdadeiramente a camisa e aderindo à greve. As empresas Brinks e Corpvs (que um dos donos é o Deputado Federal Eunício Oliveira) paralisaram totalmente e muitos vigilantes de bancos estão deixando seus postos.

O movimento sindical está, em peso, apoiando os vigilantes, com a presença de representantes da CUT, CTB, FETRACE e diversos sindicatos. Alguns parlamentares também estiveram presentes nos atos e deram seu apoio à greve da categoria, como o Deputado Estadual Arthur Bruno (PT), o Deputado Estadual Lula Morais (PCdoB), o assessor do Deputado Federal Chico Lopes (PCdoB), Inácio Carvalho, entre outros que também ligaram e reafirmaram sua contribuição, como o Deputado Federal Eudes Xavier (PT) e o Deputado Estadual Nelson Martins (PT).

Até o momento os patrões não ofereceram nada além de 3% de Adicional de Periculosidade, 5% de reajuste salarial e R$ 0,30 de aumento no vale alimentação. Os vigilantes estão reivindicando 30% de Adicional de Periculosidade, 9,97% de reajuste salarial e vale alimentação de R$ 10,00. A categoria afirma que sem Adicional de Periculosidade e reajuste justo de salário, a greve continuará por tempo indeterminado

Fonte: Sindicato dos Vigilantes do Estado do Ceará

Programação do Carnaval em Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha

Crato:

Desfile das virgens:
Dia 12/02 - saída da casa de Show Aplauso, as 15h.

Clube Recreativo Serrano:
De 13 a 16/02 - Frevo com Silva Marcos e Batista.

Clube Recreativo Grangeiro:
Dia 12/02 - Baile do Havaí às 22h. Banda Nanaê e Forró do Brejo.
Dia 14/02 - Vesperal com Forró do Brejo e Namoro Novo a parir das 14h.
Dia 16/02 - Vesperal com Forró do Brejo e Namoro Novo a parir das 14h.

Evento Religioso Enchei-vos:
Dias 13, 14, 15 e 16/06 na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus no
Conjunto Novo Crato, a partir das 14h.

Evento O Chapada Viva do Araripe:
De cunho turístico-cultural, ecológico e esportivo o evento acontecerá,
nos dia 13 e 14/02 no Centro Cultural Araripe a partir das 7h.


Juazeiro do Norte:

Evento Religioso Renascer:
Dias 14, 15 e 16/02 na quadra do SESC a partir das 9h. Presença dos
missionários Cleiton Moura e Leonardo Carvalho do Rio Grande do Norte.


Barbalha:

Parque da Cidade:

Dia 13/02 - 20h - Caboclo Elétrico
                   22h - Os Águias Elétricos

Dia 14/02 - 20h - Os Águias Elétricos
                   22h - Tchekerê

Dia 15/02 - 16h - Caboclo Elétrico
                   19h - Tchekerê

Dia 16/02 - 20h - Axé Bom e Patrícia Michelly
                   22h - Tchekerê

Balneário do Caldas:

Dia 14/02 - 13h - Axé Bom e Patrícia Michelly

Dia 15/02 - 15h - Som Mecânico

Dia 16/02 - 13h - Os Águias Elétricos


Cariri Digital - O Cariri nas Ondas da Intrnet

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Padre Cícero, o padroeiro das florestas


Árvores de padim Ciço tomam o sertão

Juazeiro, além de uma cidade, é nome de uma árvore. E a árvore é um símbolo do sertão e da terra de Padre Cícero.

Padre Cícero era um defensor das matas e de Juazeiro, a cidade e a árvore. Seus preceitos ecológicos - não matar animais, não derrubar, plantar árvores até todo o sertão ser uma mata só - são um exemplo a ser seguido sempre, mas especialmente hoje, quando a bancada da motosserra de Brasília ataca nossas florestas.

Desde a semana passada, os romeiros que prestam homenagem a Padim Ciço em Juazeiro do Norte recebem mudas da árvore Juazeiro, como informa o jornal “Diário do Nordeste“. A intenção é distribuir 1 milhão de mudas. A árvore fica verde até no verão, uma bênção para seus moradores.

Falta agora os deputados federais que querem demolir o Código Florestal abrir seu coração para os sábios conselhos de Padre Cícero e seguir o exemplo de seus romeiros. Você pode ajudar, repassando esse santinho para seus conhecidos.

Não deixe a bancada da motosserra derrubar nossas florestas.

Matéria divulgada no Blog do Greenpeace 
http://www.greenblog.org.br/?p=4962

Link para copiar o santinho do Padre Cícero com os Os Mandamentos do Padre Cícero para o agricultor:
http://migre.me/hJwv

Cariri Digital - O Cariri nas ondas da Internet

1º Morral 2010 - Festa Carnavalesca em Barbalha no Bairro do Rosário

Onde o povo de Barbalha se encontra para fazar o Carnaval 


Programção do 1º Morral 2010:

14/02/2010 - Domingo

14h - Desfile do Bloco Hoje Tem. Já que Tem, Desce, pelas principais ruas dos Bairros: Alto do Rosário e Rosário.

16h - Desfile do Bloco Bêbados Melados e Lisos, pelas principais ruas dos Bairros: Alto do Rosário e Rosário.

 Palco no bairro do Rosário 
     17h - Banda Swingueto
     20 às 23h - Banda Segura a Onda com Bida e Mariana


15/02/2010 - Segunda Feira

Palco no bairro do Rosário-
    19h - Swingão Caixa 8
    22h - O Samba de Raiz de PC e Nosso Samba

00h - Desfile do Bloco Império dos Lobisomens, pelas principais ruas do bairro do Rosário.


16/02/2010 - Terça Feira 

Palco no bairro do Rosário -
    01h - O Samba de Raiz de PC e Nosso Samba.

14h - Concentração do Bloco Os Goteiras, na Rua Padre Jathay esquina com Rua Padre Correia.

16h - Desfile do Bloco Os Goteiras, pelas ruas do bairro do Rosário e Centro.

18h - Defile da Bateria da Escola de Samba Unidos do Morro pelas ruas do bairro do Rosário.

 Palco no bairro do Rosário -
     19h - Samba em Alto Estilo.
     21h - Axé com a Banda Segura a Onda, com Bida e Mariana.
     23h - O Swing da Banda Swingueto.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Receita recebe declaração de Imposto de Renda a partir de 1º de março

A partir do dia 1º de março a Receita Federal passa a receber as declarações de ajuste anual de imposto de renda 2010, ano base 2009. O prazo se estende até 30 de abril. No Diário Oficial da União desta quarta-feira (10), foram publicadas as definições sobre o procedimento, incluindo novas regras. Estão obrigados a declarar os contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 17.215,08 no ano passado.

No caso dos contribuintes que tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, ficam obrigados a declarar se esse valor ultrapassar R$ 40.000,00. Se o contribuinte optar pelo desconto simplificado na declaração, o valor limite para usar o modelo ficou em R$ 12.743,63.

O programa de computador que gera a declaração ainda vai ser homologado e colocado no ar para os contribuintes baixarem. O software deve ser liberado no início do prazo, em março. A Receita promete não fazer alterações significativas no aplicativo, exceto nos valores.

As empresas tem até o dia 26 de fevereiro, último dia útil do mês, para entregar a declaração de rendimentos aos empregados com os valores recebidos no ano, o imposto retido e outros valores importantes para a declaração.

Deve declarar quem:

* Teve rendimentos tributáveis maiores de R$ 17.215,08
* Teve rendimentos isentos e não-tributáveis de mais de R$ 40 mil
* Tem patrimônio superior a R$ 300 mil

Foi dispensado de declarar em 2010 quem:

* É sócio de empresa e não se enquadra nas condições de obrigatoriedade elencadas acima

Novidades

A obrigatoriedade de entregar declaração do Imposto de Renda 2010 para quem tinha patrimônio em dezembro de 2009 acima R$ 300 mil é uma das novas regras divulgadas hoje (10) pela Receita Federal. Antes, o valor inicial era de R$ 80 mil, total que ficou sem correção há dez anos. O valor implica a substituição das deduções previstas na legislação tributária pelo desconto de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na declaração.

Os contribuintes que eram apenas sócios de empresa e não se enquadravam nas demais regras de obrigatoriedade também passam a ser isentos.

Em 2010, as deduções continuaram as mesmas, apenas com uma correção de 4,5% em comparação a 2009. Este ano o valor de abatimento por dependente passa para R$ 1.730,40 . Os valores a serem descontados globalmente com educação ficaram em R$ 2.708,94. Não há limite para a dedução com saúde.

Fim do papel

Este ano também será o último em que será aceita a declaração em formulário de papel. Apesar disso, a Receita não divulgou como o contribuinte sem acesso a um computador poderá fazer a declaração em 2011.

“Na verdade, a Receita tem recebido poucos formulários, com pouca qualidade e de pessoas que nem estão obrigadas a declarar e não estarão possivelmente também em 2011”, disse o supervisor nacional do programa do Imposto de Renda, Joaquim Adir. Ocorre que a maior parte das pessoas que ainda aderem ao papel tem rendimentos menores e 80% deles devem se tornar isentos em 2011, com o reajuste da tabela previsto. Quem ganhar até R$ 22.487,25 em 2010 estará isento da declaração de ajuste no próximo período.

Grafias ilegíveis e com número incorreto do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dificultam o processamento dos dados. O formulário preenchido a mão também não pode ser usado como comprovante de renda no comércio ou em bancos.

Fonte: Rede Brasil Atual
http://www.redebrasilatual.com.br/

A Classe "C" vai ao paraíso!

Por Francisco Carlos Teixeira*

Os resultados estão aí, brotando do fundo da sociedade brasileira: entre 2003 e 2005, 27 milhões de pessoas mudaram de patamar social no Brasil, ascendendo para uma condição social superior, mais digna e mais humana. Também a desigualdade regional foi atacada e recuou nos últimos cinco anos. O Nordeste cresceu a um ritmo “chinês” atingindo 7.7% ao ano. Mesmo sofrendo os efeitos da crise, o país foi capaz de oferecer oportunidades e esperança de vida melhor para 91 milhões de brasileiros. O artigo é de Francisco Carlos Teixeira.



"Casamento na Roça", de Portinari

“Vejam essa maravilha de cenário
É um episódio relicário
Que o artista num sonho genial
Escolheu para este Carnaval”
(Aquarela Brasileira, Silas de Oliveira, Império Serrano, 1964).




A Fundação Getúlio Vargas (Rio), através do seu Centro de Políticas Sociais, publicou uma recente pesquisa na qual vemos a chamada classe “C” – aquelas pessoas cujos lares recebem entre R$ 1.115 e R$ 4.807 por mês – tornarem-se 49.22% do total da população brasileira. Houve, na verdade, um salto fantástico: em 2003 eram 37.56% da população, passando em 2008, para 49.22% do total de brasileiros. Podemos acreditar que não fosse a crise econômica mundial de 2008/09 este coeficiente seria bem mais alto.

A luta contra as desigualdades
Qual o verdadeiro significado destes números? Simples e direto: a desigualdade social foi, em cinco anos, reduzida drasticamente. Mesmo com um crescimento baixo, mesmo sofrendo os efeitos da crise (nem ”marolinha”, nem tsumani!) o país foi capaz de oferecer oportunidades e esperança de vida melhor para 91 milhões de brasileiros. Para tornar mais claro o impacto podemos citar um jornal que não pode ser, de forma alguma, considerado “chapa-branca”, O GLOBO: “... essa migração em massas alterou o rumo da divisão historicamente desigual do bolo no Brasil...”.

Desde os anos '30, do século XX, quando a Questão Social deixou de ser caso de polícia e virou desafio do Estado, a discussão sobre os métodos de sanar as justiças sociais tem sido o centro do debate político no país. Durante os anos '30, de 1930 até 1945, Getúlio Vargas acreditou que o autoritarismo político, a repressão, e um jogo dual entre patrões e trabalhadores seriam o suficiente para alterar a injusta divisão social do país. Foram dados, então, passos enormes, se comparamos com o imobilismo e a repressão vigente na República Velha (1889-1930). Justiça do Trabalho, sindicalismo oficial, CLT forma passos de refundação da Questão Social no Brasil. Porém, o autoritarismo político, a perseguição da esquerda não varguista e o atrelamento ao Estado constituíam o lado quase oculto da “dádiva” varguista.

Após a estagnação de Dutra – de quem Pablo Neruda disse ter “ojos de cerdo” – voltou-se, ainda com Vargas, agora entre 1951-1954, para um modelo mais descomprimido de distribuição social. Ainda aí o Estado foi o agente básico da justiça social, estabelecendo o salário mínimo como referência de justiça (o então ministro do trabalho, Joao Goulart, dará um aumento de 100% do mínimo, despertando a ira da classe patronal. No Primeiro de Maio daquele fatídico ano de 1954 o salário mínimo era descongelado, para horror das associações patronais. Abriu-se aí a crise cujo desfecho será um tiro solitário num dos salões do Palácio do Catete, em agosto de 1954.

1954 contra 1964
Com um tiro no peito, Getulio adiou em 10 anos o golpe da UDN: os políticos de direita do país, cansados de perder as eleições e a escolha popular, e com calos nos dedos de tanto bater à porta dos quartéis (expressão do amigo, Marco Aurélio Garcia!) foram enfim atendidos. Deu-se, então, o Estado Novo da UDN. Uma “santa aliança”, quer dizer bendita pela Igreja organizada nas “Marchas da Família com Deus pela Liberdade ( ou seria pela Propriedade?)”, entre empresários, mídia, classe média (assustada, com a maré montante de um jovem proletariado urbano).

Desde 1964, todos se reuniram em torno da ditadura civil-militar (não podemos esquecer a participação, o apoio civil – os governadores eleitos do Rio, São Paulo e Minas Gerais eram as lideranças do Golpe - e das entidades ditas “de classe”, quer dizer patronais) ao regime que durou de 1964 até 1985.

Mesmo aí, as classes patronais ficaram insatisfeitas com os rumos da Questão Social: os sindicatos dos trabalhadores estavam amordaçados, suas direções presas, exiladas ou ainda pior... Arrocho salarial, reforma regressiva da CLT, fim da liberdade de expressão, etc... eram as marcas do novo regime. Mas, após o surto liberal – Roberto Campos, ex-embaixador nos EUA, assumiu o ministério do Planejamento e em nome do combate à inflação reduziu drasticamente os direitos dos trabalhadores! – os próprios militares foram tomados de uma febre nacionalista e desenvolvimentista.

Malgrado a repressão, brutal entre 1969 e 1978, anos de chumbo, anos de terror (onde mais uma vez os civis tiveram um papel central, como na Operação Oban), vários setores da ação do Estado foram fortalecidos e alguns programas sociais foram montados, tais como o Estatuto da Terra (1964 ) e o Funrural (1967). Trata-se, é claro, de medidas preventivas, visando esvaziar o movimento social, e não a fim de atendê-lo. Contudo, mesmo isso, migalhas da mesa do “Milagre Brasileiro”, era demais para as “classes patronais”.

Democratização e Imobilismo
Pegando carona, de forma imoral, posto que só elas lucrassem com a ditadura, estes mesmos setores embarcaram na luta pela democratização. Inscreveram, aí, ao lado das exigências básicas da população, uma enorme lista de ações que deveriam reduzir o Estado, transformá-lo em Estado Mínimo. Acusavam os militares de “estatismo”. Eram dados os exemplos de Thatcher ou Reagan, os teóricos da chamada Escola de Chicago, the chicago's boys, para “consertar” o país. Um país que nunca dera escola às suas crianças, onde a fome batia à porta de milhões (salve, salve, Betinho!), onde faltava água limpa e esgoto corrente, deveria ter seu Estado reduzido ao mínimo.

As exigências (neo)liberais, em tal contexto, assemelham-se, nos países pobres, ao genocídio puro e simples. O Consenso de Washington seria, em verdade, economizar em escolas, em merenda escolar, em estradas, em hospitais para, em fim, pagarmos a dívida sem risco para os fundos de pensões norte-americanos e europeus. Nossa elite aplaudiu. Aplaudiu a maior transferência de renda regressiva da história, canalizando o fruto do trabalho dos povos do hemisfério sul para as economias centrais do capitalismo.

Contudo o projeto de modernização autoritária e regressiva faliu. Deu-se a crise do petróleo. A crise da dívida externa. A crise dos preços das commodities – da re-inteiração da condição colonial. O movimento social, autônomo desde as greves do ABC, em 1980, fortemente ancorado numa opinião pública exigente e crítica baniu, em um final melancólico, o regime autoritário.

Esperanças e Frustrações
A redemocratização trouxe grandes esperanças. Principalmente a idéia generosa que os direitos cívicos não mais se resumiam em votar e ser votado, em poder exprimir sua crítica presa na garganta, em gritar o grito daqueles desde sempre sem voz. A redemocratização do Brasil, no início dos anos '80 do século XX – bem como de toda a América do Sul – exigia os direitos cívicos básicos e muito mais. Cidadania era, então, um conceito expandido, alargado para abranger educação, saúde, moradia, transporte e, mais além, igualdade social, racial, de gênero e de opção sexual.

Contudo, desde a reunião da Assembléia Nacional Constituinte, a direita tradicional e a nova direita liberal uniram-se, no chamado “Centrão”, para paralisar as reformas necessárias. E aí vivemos anos seguidos de incompetência – governos Sarney, Collor e Itamar – somados aos anos de reformas regressivas, na Era FHC. Esta se inicia, no próprio discurso de posse do Presidente FHC, prometendo encerrar a “Era Vargas”. Ora, o que seria a “Era Vargas”? Tratava-se, em verdade, de impor o Estado Mínimo, aceitar a captura do Estado pelos interesses privados, acobertados pela instituição de agências reguladoras, a ameaça de um Banco Central dito “independente” (mas, constituído de personagens saídos e chegados da grande banca) e a total ausência de qualquer política pública de desenvolvimento, emprego ou trabalho. O fundamentalismo monetário, o medo pânico de destruir uma arquitetura de controle da inflação tão frágil que qualquer solavanco de crescimento do PIB poderia derrubar o Plano Real. Era como o médico que para extinguir a febre mata o paciente. Acreditava-se que o país, para controlar a inflação, não poderia crescer. Inflação ou crescimento: este era o falso dilema do liberalismo.

Rompendo com o passado
A vitória do Partido dos Trabalhadores veio exatamente romper, como no caso do nó górdio, o dilema. A questão é: como crescer, como erradicar a desigualdade social, sem inflação? O papel do Estado como condutor do processo, a criação de políticas corretivas das desigualdades sociais e regionais, bem como olhar o povo como cidadão, e não como mão de obra fácil e disponível, eis a resposta proposta desde 2003. Tudo isso recusando o autoritarismo e o paternalismo. Não se tratava de “encerrar a Era Vargas”. Tratava-se de ir mais além!

Os resultados estão aí, brotando do fundo da sociedade brasileira: entre 2003 e 2005, 27 milhões de pessoas mudaram de patamar social no Brasil, ascendendo para uma condição social superior, mais digna e mais humana. São novos consumidores, que exigem seus direitos sociais expandidos: “... os anos 2000 permitiram ao [novo] consumidor não só comprar, mas escolher o produto com que mais se idêntica” (O GLOBO, 7/02/2010). Também a desigualdade regional foi atacada e recuou nos últimos cinco anos: segundo Marcelo Néri, o Nordeste – aquele mesmo Nordeste de personagens como Baleia, de Graciliano Ramos ou do “lobisomem amarelo” (o homem atingido pelas doenças) de José Lins do Rego – cresceu a um ritmo “chinês” atingindo 7.7% ao ano.

Em suma: vivemos num país melhor, mais justo e menos desigual.

* Francisco Carlos Teixeira Da Silva, professor da UFRJ, é autor, com Maria Yedda Linhares, de “Terra Prometida: uma história da questão agrária no Brasil”.

Fonte: Carta Maior
http://www.cartamaior.com.br

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

De olho nas eleições 2010: o que esperar?

O Brasil vive um cenário de crescimento econômico moderado – aquém do ideal – e a inflação é baixa se comparada com o histórico do país. A despeito da necessidade de fortalecer a participação social na arena pública e de melhorar a qualidade dos representantes, a democracia formal mostra-se consolidada. E as eleições que vão ocorrer este ano confirmam os avanços do processo democrático brasileiro: será a 6ª eleição direta para Presidente da nossa redemocratização recente. No entanto, questões como a direção do voto do eleitorado, os temas que sensibilizarão o eleitor e como os candidatos vão atuar ainda são difíceis de precisar.

Um aspecto estratégico e que precisa ser levado em conta é o fato de que o próximo presidente da República herdará um País com grande prestígio internacional. Com isso, aquele que ganhar a corrida presidencial deverá administrar pontos que integram a agenda global. Aí, entram em pauta temas como mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. Isto sem negligenciar as questões internas como segurança, reformas política e tributária, as receitas do pré-sal e o avanço dos direitos humanos no Brasil.

Os três principais candidatos já estão evidentes, embora alguns ainda não estejam oficializados. São eles: a atual ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (PT-RS), o governador de São Paulo, José Serra (PSDB-SP), e a senadora Marina Silva (PV-AC). Outra possibilidade é a candidatura de Ciro Gomes (PSB-CE). Embora ainda encontre resistências, Ciro trabalha para que a aliança em torno do seu nome se fortaleça.



Eleitor e campanha

Para Paulo Calmon, doutor em Ciência Política e professor da Universidade de Brasília (UnB), esta eleição vai ser polarizada entre Serra e Dilma. “Não vejo possibilidade de um terceiro nome superar estes dois. É bom enfatizar que estamos apenas no início dos preparativos da campanha. E estas são marcadas por uma dinâmica muito grande, principalmente considerando uma candidata como a Dilma, um nome novo no cenário brasileiro”.

Já o historiador e membro do colegiado do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Átila Roque, lembra que o início de uma campanha ainda é um momento turvo para descrever os rumos que esta tomará. No entanto, ele acredita que, do ponto de vista programático, será difícil para o eleitor perceber uma diferenciação muito grande entre os candidatos. “Todos devem falar dos mesmos temas: desenvolvimento com igualdade e continuidade das políticas de desenvolvimento econômico, social e ambiental. Provavelmente, todos vão se comprometer com a distribuição de renda e a promoção da igualdade”.

Roque acredita ainda que o eleitor tome sua decisão de voto a partir de fatores que dizem respeito à qualidade de vida, o que inclui segurança, saúde, educação, saneamento básico e elevação da renda. Quanto à corrupção, o historiador entende que a sociedade está mais sensível a este tema também. “O candidato que queira passar uma boa imagem pode centrar-se em dois pontos: qualidade de vida e ética. Estes são dois valores que importam para a sociedade”.



Candidaturas e plataformas

Para outro membro do colegiado de gestão do Inesc, o filósofo José Moroni, as candidaturas para 2010 já estão postas – com a ressalva para a incerteza do nome de Ciro Gomes. Segundo Moroni, as candidaturas de Plínio Arruda (PSOL-SP) e Marina Silva poderiam trazer novos elementos para o debate político, mas ele não crê que elas tenham esta força. “Para que isto ocorresse, deveria haver um forte movimento da sociedade, o que não está posto até o momento”. Na avaliação de Moroni, as candidaturas de Dilma e Serra não possuem grandes diferenças do ponto de vista programático, mas as têm do ponto de vista político. “Plínio Arruda, provavelmente, fará uma crítica ao modelo que temos. Marina também, mas com alguns limites porque não quer se apresentar unicamente como uma candidatura ‘ecologicamente correta’. Já Dilma e Serra acredito que virão com um discurso de quem é o melhor ‘gerente’ para o Brasil”.

Os programas de governo devem passar, principalmente, pela manutenção do poder aquisitivo e elevação a renda das pessoas. É o que pensa Cândido Grzybowski, diretor geral do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). No entanto, na hora de votar, a figura do candidato conta mais para o eleitor do que o programa propriamente dito. “O eleitor avalia é se o candidato vai garantir que o dinheiro continue entrando no bolso dele, se a renda continuará sendo distribuída”, avalia.

Para ele, a força das coalizões é outro fator estratégico no cenário eleitoral. “Isto conta muito em uma eleição. As alianças fazem mais diferença do que o programa de governo”. De acordo com Grzybowski, a candidata Marina Silva é um exemplo de ética e correção. Porém, ele estranha as alianças que estão sendo costuradas pela candidata. “Ela está caindo num campo que fica muito confuso e perde o discurso que, talvez, seria o mais correto. Também perde muito da sua credibilidade”. Já o enfraquecimento dos programas de governo se dá, essencialmente, por dois fatores: o não cumprimento do que foi previsto e o fato de os eleitores não lerem esses documentos.



Novos rumos

Existem alguns pontos que diferenciam as próximas eleições e que merecem ser observados. A estabilização da economia e do consumo de massa provocados, em grande parte, pela distribuição de renda provocou mudanças no quadro eleitoral. “Esta transferência direta aos beneficiários evita canais de intermediação de lideranças locais. O beneficiário recebe o bolsa família e outros programas sociais direto no cartão, sem necessidade da presença de um político local. Isso muda muito a visão do eleitor”, avalia o professor Paulo Calmon.

Outro aspecto que não pode ser ignorado é a velocidade com que a informação chega até as pessoas. Internet, twitter e outras redes sociais se constituíram em ferramentas estratégicas de mobilização de pessoas e grupos. E esta nova realidade deve moldar o eleitorado brasileiro. “Com as novas mídias, acredito que os candidatos vão ter que demonstrar mais clareza nas suas posturas e tomar mais cuidado com erros, que podem se disseminar muito rapidamente. Eles terão que manter muita coerência”, sintetiza Calmon.

Átila Roque resume suas expectativas em relação a esta eleição: “creio que o eleitorado colocará o voto em tudo aquilo que apontar para mais qualidade de vida e mais democracia”, diz otimista.



Agendas programáticas

O mundo mudou e as agendas nacional e internacional ganharam novos temas. A questão ambiental é a mais lembrada, mas existem outras pautas que, dependendo do momento, aparecem com mais ou menos força. Diante deste cenário, é fundamental que a sociedade brasileira esteja atenta não só para as necessidades mais evidentes, mas também para futuros dilemas.

Segundo José Moroni, a agenda para esta década deveria ser pautada em cinco grandes eixos: o "modelo de desenvolvimento"; as desigualdades regionais; o avanço nos processos democráticos; a presença que o Brasil deve ter no cenário internacional; e o respeito às mudanças comportamentais. “Não podemos, em pleno século XXI, ainda conviver com a sub-cidadania de mulheres que não podem decidir sobre seus corpos, dos homossexuais não poderem ter suas relações reconhecidas pelo Estado, do racismo, da homofobia etc”.

Mais do que impactar a agenda das eleições, a mudança de paradigmas consiste no desafio a ser superado pela gestão do próximo governo. “É preciso uma revisão radical das bases sobre as quais se sustenta o desenvolvimento brasileiro. Este já se mostrou produtor de desigualdades, de destruição ambiental e incapaz de fazer uso dos recursos sociais, econômicos e naturais de forma equilibrada. A fórmula ninguém tem. Mas, tem que se reconhecer que este modelo está fracassado e colocá-lo em questão”, conclui Átila Roque.

Fonte: Instituto de Estudos Socioeconômicos- INESC
http://www.inesc.org.br

ONGs ajudam na fiscalização de orçamentos municipais

O cidadão tem várias alternativas para fiscalizar a execução do Orçamento de sua cidade, mas há algum tempo a atuação especializada por meio de organizações não-governamentais locais vêm mostrando resultados significativos.

Em março, uma iniciativa da sociedade civil de Maringá, no Paraná, para a fiscalização do orçamento municipal vai completar seis anos com reflexos na criação de mecanismos semelhantes em outras 25 cidades do país.

O presidente do Observatório Social de Maringá, Ariovaldo Costa Paulo, explica que o grupo - composto de voluntários que não são filiados a partidos políticos - está concentrado na análise dos editais das licitações públicas da cidade.

Eles observam se os preços estão dentro do mercado e, depois, se o serviço ou compra foi realmente executado.

Já foram canceladas várias licitações por causa do acompanhamento e, recentemente, houve uma redução de 40% no preço da compra de uniformes escolares. Com a economia, segundo Ariovaldo, o município está investindo mais:

"Desde quando o Observatório começou a atuar houve um aumento da arrecadação e uma diminuição de cargos em comissão, principalmente. O município antes gastava 45% com pessoal e agora está gastando 38%. O custeio, que antes era 37% do Orçamento, hoje é 33%. Se a gente analisar um outro gráfico, a gente vê um aumento significativo em investimento".

A população de Maringá, segundo Ariovaldo, tem participado com sugestões e denúncias. Ele cita um caso recente de uma pessoa que ligou para o Observatório:

"Tô vendo um pagamento aqui que foi feito por uma clínica tal que eu acho que esta clínica não tem condição de receber um recurso tão alto. Deve ter alguma coisa errada aí. Então a gente está vendo a sociedade realmente analisando, olhando, verificando. Então a gente recebe constantemente ligações neste sentido".

Nas últimas eleições, o Observatório obteve de todos os candidatos a prefeito compromissos com regras de transparência como a colocação na internet dos nomes e qualificações de todos os ocupantes de cargos comissionados.

Em âmbito nacional, existem várias ONGs em atividade como a Transparência Brasil e o Inesc.

Mas a Câmara também tem um página eletrônica de acompanhamento, o Orçamento Brasil. Por ela, o cidadão pode verificar as transferências da União para os estados e municípios e quanto foi efetivamente gasto.

O link para o Orçamento Brasil está em www.camara.gov.br.

De Brasília, Sílvia Mugnatto.
Rádio Câmara

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Nunca desista de seus sonhos


 
Nunca Desista de seus Sonhos

        Esta mensagem são para aqueles que estão na luta, na peleja para superar os obstáculos da vida, como passar naquele concurso público, conquistar o tão sonhado emprego, o casamento dos sonhos, que desejam ver seus filhos bem encaminhados na vida, e àqueles que simplesmente almejam uma tranquilidade para continuar vivendo essa vida tão difícil e dura de ser vivida, com amor, honestidade, simplicidade e muita alegria.
      Que Deus abençoe a todos e dê forças para continuar pelejando.

"Você não sabe o quanto eu caminhei, prá chegar até aqui, 
percorri milhas e  milhas antes de dormir, eu nem cochilei,
os mais belos montes escalei, nas noites escuras de frio chorei.

A vida ensina e o tempo traz o tom, prá nascer uma canção,
com a fé do dia-a-dia, encontro a solução, encontro a solução..."
Trecho da música A Estrada, Cidade Negra.

Especialmente para minha linda.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...

"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado


O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato "JOSÉ LOURENÇO", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre Cícero Romão Batista, encarados como “socialistas periculosos”.


O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará É de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e pelos Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos


A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.


AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;


A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo desaparecimento forçado de 1000 pessoas do Sítio Caldeirão.


QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem encontrar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes procurados no "Geopark Araripe" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?


A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue esta notícia em seu blog, e a envie para seus representantes na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal que informe o local da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.


Paz e Solidariedade,

Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br