Aconteceu hoje na cidade de Barbalha um grande show do pianista Arthur Moreira Lima. Esse show faz parte de uma série de apresentações pelo Estado com o projeto "Um Piano pela Estrada". O Cariri Digital se fez presente trazendo para vocês algumas fotos desse momento.

Adaptado a uma Scania, com um baú carroceria que se transforma em palco com 45m² de área de cena em apenas uma hora, o caminhão passou, em 2008, por mais de 60 cidades dos estados da Bahia, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, entre outros.
“A idéia é uma coisa muito antiga. Já desde o tempo que eu trabalhei com o Darci Ribeiro, quando fui secretário de cultura do Leonel Brisola. Então, o que aconteceu foi que fiz muitos projetos no interior e fui vendo que o ideal seria um caminhão. No final dos anos 90, eu mandei fazer um caminhão. A partir de 2003, eu consegui implementar o projeto. Mas eu nunca pensei que pudesse dar tão certo. De repente, só tá aumentando o número de concertos, cerca de 80 concertos por ano. Dá dois por semana. Mas no fundo a pessoa que mais se beneficia do prazer interior de ter um negócio desse sou eu”, disse Arthur por telefone, antes de pegar viagem.
Cada interpretação é entremeada por comentários de Arthur Moreira Lima, que já foi chamado de “o Pelé do piano” por uma revista suíça. O pianista já se apresentou em várias partes do mundo, tocando com orquestras e os regentes famosos como as Filarmônicas de Leningrado, Moscou, Varsóvia, Sinfônicas de Berlim, Viena, Praga, BBC de Londres, National da França. Assim como, foi o responsável por importantes gravações do repertório brasileiro.

“A minha finalidade é tocar no maior número possível de lugares, enquanto eu posso. Existe no momento até uma conjunção favorável. A gente tem que fazer enquanto a coisa tá acontecendo, quando é o momento. Já tô em função do que vou fazer em 2009. Ano passado, a gente ficou na estrada uns 150 dias. Quase metade do ano na estrada. E a outra metade preparando. É muito complicado”, diz o pianista, que também foi solista da primeira audição do Concerto n. 1 de Villa-Lobos no Japão, Rússia, Áustria e Alemanha, além de ter revivido a obra de Ernesto Nazareth, com sua gravação de quatro discos com a obra de um dos maiores compositores de choro da música brasileira.

Aos 68 anos e mais de 60 discos gravados, Arthur dá mais uma razão de sua peregrinação pelo país. “Meu repertório é enorme, não tem necessidade de aprender coisa nova. Tô aprendendo na rua, in loco, no placo e eu não paro de aprender. Quando eu sentir falta eu vou lá e aprendo. Não faz falta nenhuma, nem pra prática da arte, nem pro prazer. Eu prefiro ficar aperfeiçoando o que eu sei, porque não é necessário e eu não tenho tido vontade. Não tem me dado a menor vontade. Eu tô só distribuindo o que eu já sei, tô devolvendo o que eu recolhi a vida inteira. Agora é minha hora de tocar”.
Texto: Jornal O Povo
“A minha finalidade é tocar no maior número possível de lugares, enquanto eu posso. Existe no momento até uma conjunção favorável. A gente tem que fazer enquanto a coisa tá acontecendo, quando é o momento. Já tô em função do que vou fazer em 2009. Ano passado, a gente ficou na estrada uns 150 dias. Quase metade do ano na estrada. E a outra metade preparando. É muito complicado”, diz o pianista, que também foi solista da primeira audição do Concerto n. 1 de Villa-Lobos no Japão, Rússia, Áustria e Alemanha, além de ter revivido a obra de Ernesto Nazareth, com sua gravação de quatro discos com a obra de um dos maiores compositores de choro da música brasileira.
Aos 68 anos e mais de 60 discos gravados, Arthur dá mais uma razão de sua peregrinação pelo país. “Meu repertório é enorme, não tem necessidade de aprender coisa nova. Tô aprendendo na rua, in loco, no placo e eu não paro de aprender. Quando eu sentir falta eu vou lá e aprendo. Não faz falta nenhuma, nem pra prática da arte, nem pro prazer. Eu prefiro ficar aperfeiçoando o que eu sei, porque não é necessário e eu não tenho tido vontade. Não tem me dado a menor vontade. Eu tô só distribuindo o que eu já sei, tô devolvendo o que eu recolhi a vida inteira. Agora é minha hora de tocar”.
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