sábado, 17 de janeiro de 2009

Show do pianista Arthur Moreira Lima em Barbalha



Aconteceu hoje na cidade de Barbalha um grande show do pianista Arthur Moreira Lima. Esse show faz parte de uma série de apresentações pelo Estado com o projeto "Um Piano pela Estrada". O Cariri Digital se fez presente trazendo para vocês algumas fotos desse momento.



Adaptado a uma Scania, com um baú carroceria que se transforma em palco com 45m² de área de cena em apenas uma hora, o caminhão passou, em 2008, por mais de 60 cidades dos estados da Bahia, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, entre outros.




“A idéia é uma coisa muito antiga. Já desde o tempo que eu trabalhei com o Darci Ribeiro, quando fui secretário de cultura do Leonel Brisola. Então, o que aconteceu foi que fiz muitos projetos no interior e fui vendo que o ideal seria um caminhão. No final dos anos 90, eu mandei fazer um caminhão. A partir de 2003, eu consegui implementar o projeto. Mas eu nunca pensei que pudesse dar tão certo. De repente, só tá aumentando o número de concertos, cerca de 80 concertos por ano. Dá dois por semana. Mas no fundo a pessoa que mais se beneficia do prazer interior de ter um negócio desse sou eu”, disse Arthur por telefone, antes de pegar viagem.



Cada interpretação é entremeada por comentários de Arthur Moreira Lima, que já foi chamado de “o Pelé do piano” por uma revista suíça. O pianista já se apresentou em várias partes do mundo, tocando com orquestras e os regentes famosos como as Filarmônicas de Leningrado, Moscou, Varsóvia, Sinfônicas de Berlim, Viena, Praga, BBC de Londres, National da França. Assim como, foi o responsável por importantes gravações do repertório brasileiro.



“A minha finalidade é tocar no maior número possível de lugares, enquanto eu posso. Existe no momento até uma conjunção favorável. A gente tem que fazer enquanto a coisa tá acontecendo, quando é o momento. Já tô em função do que vou fazer em 2009. Ano passado, a gente ficou na estrada uns 150 dias. Quase metade do ano na estrada. E a outra metade preparando. É muito complicado”, diz o pianista, que também foi solista da primeira audição do Concerto n. 1 de Villa-Lobos no Japão, Rússia, Áustria e Alemanha, além de ter revivido a obra de Ernesto Nazareth, com sua gravação de quatro discos com a obra de um dos maiores compositores de choro da música brasileira.


Aos 68 anos e mais de 60 discos gravados, Arthur dá mais uma razão de sua peregrinação pelo país. “Meu repertório é enorme, não tem necessidade de aprender coisa nova. Tô aprendendo na rua, in loco, no placo e eu não paro de aprender. Quando eu sentir falta eu vou lá e aprendo. Não faz falta nenhuma, nem pra prática da arte, nem pro prazer. Eu prefiro ficar aperfeiçoando o que eu sei, porque não é necessário e eu não tenho tido vontade. Não tem me dado a menor vontade. Eu tô só distribuindo o que eu já sei, tô devolvendo o que eu recolhi a vida inteira. Agora é minha hora de tocar”.
Texto: Jornal O Povo

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