sexta-feira, 23 de julho de 2010

1º Debate On-Line é cancelado

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Decisão ocorre após Serra declinar da participação previamente confirmada.

Os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! decidiram na noite desta quinta-feira cancelar a realização do 1º debate On-Line Presidenciáveis 2010, que seria realizado na próxima segunda-feira, dia 26 de Julho, às 15 horas.

A candidata Dilma recusou oficialmente o convite na terça-feira e hoje, no início da noite, depois de ter confirmado presença formalmente, a coordenação de comunicação da campanha do candidato Serra informou à organização do evento de que ele não participaria mais por problema de agenda. A candidata Marina Silva havia confirmado sua presença.

A iniciativa do 1º Debate On-Line Presidenciáveis 2010 foi idealizada pelos quatro portais iG, MSN, Terra e Yahoo!.

Fonte: MSN Notícias

quinta-feira, 22 de julho de 2010

1º debate das eleições 2010 pela internet nos portais IG, MSN, Terra e Yahoo! no dia 26 de julho

Os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! abrem as rodadas de debates das Eleições 2010 com os candidatos à Presidência da República, na internet, em uma iniciativa inédita, no dia 26 de julho.

Ao vivo e 100% digital, o Debate On-Line 2010 será transmitido simultaneamente nos quatro portais, que representam 23 milhões de usuários únicos, atingindo 95% dos internautas de todo o país, segundo relatório do Ibope NetRatings, de junho de 2010.

Diferentemente dos debates tradicionais, o Debate On-Line 2010 promovido pelos portais iG, MSN, Terra e Yahoo! terá o usuário da internet como foco central na interação com os candidatos, com canal aberto no Twitter nodebateonlinebr para envio de perguntas no dia do evento.

Os candidatos estarão frente a frente com o eleitor, pela internet, durante 90 minutos, das 15h00 às 16h30, período de maior audiência nos quatro portais.

Serão convidados os candidatos que apresentaram mais de cinco por cento da intenção de votos, segundo a pesquisa Ibope, no mês de junho.

A data, inicialmente prevista para 31 de agosto, foi antecipada após alinhamentos entre os portais e os coordenadores das campanhas dos presidenciáveis. A medida foi tomada em respeito às agendas dos candidatos que terão trabalhos acelerados com o corpo a corpo com os eleitores, em todo o país.

O debate será aberto pelos próprios candidatos fazendo perguntas entre si sobre os temas que os internautas irão sugerir pelos portais, nos dias que antecedem o encontro. Em seguida haverá perguntas dos jornalistas dos portais e dois blocos de perguntas dos usuários.

Dividido em quatro blocos a interação com os candidatos convidados será integralmente pautada pelos internautas, o que fortalecerá o processo democrático num debate com a própria sociedade.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Plano Nacional da Educação e seus aspectos gerais

Por Erlon Cristiano Lavor Oliveira*

A educação escolar de qualidade é política social, direito de todos, papel e dever do Estado, e, portanto, deve ser oferecida com qualidade, permitindo o acesso e a permanência de todos à escola. Um dos problemas enfrentados pelos governos e um desafio para os profissionais da educação, são os reflexos da pouca aprendizagem dos que frequentam a escola e que já vem sendo notada até mesmo na produtividade da indústria nacional, comprometendo a sua competitividade em tempos de globalização.

Diante dessa constatação, o Conselho Nacional da Indústria (CNI) encaminhou ao governo federal propostas visando o fortalecimento do ensino, apontando como prioridades a educação básica, a valorização do professor, a implantação da gestão de qualidade nas escolas, a requalificação de profissionais do magistério e a contribuição das universidades no desenvolvimento da competitividade industrial e na formação do magistério.

No início do século XXI, as políticas públicas de educação no Brasil deram margem a muitos debates e discussões que culminaram na elaboração do Plano Nacional de Educação. O PNE que temos hoje foi aprovado pela lei nº 10.172, de 9 de janeiro de 2001. É uma lei prevista na Constituição da República Federativa do Brasil(1988), que dita em seu Artigo 214:

“a lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração plurianual, visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público que conduzam à: I. erradicação do analfabetismo, II- universalização do atendimento escolar, III- melhoria da qualidade do ensino, IV – formação para o trabalho e promoção humanística, científica e tecnológica do País.”

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9394/96) reafirma esta determinação:

“a União incumbir-se-á de: I- elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios” (inciso I, Art. 9), e mais: “a União no prazo de um ano a partir desta Lei, encaminhará, ao Congresso Nacional, o Plano Nacional de Educação, com diretrizes e metas para os dez anos seguintes, em sintonia com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos” (§1° do Art. 87).

O Plano Nacional de Educação foi aprovado em janeiro de 2001 e tem a duração de dez anos. Sua estrutura é fundamentada no diagnóstico da educação e propõe as diretrizes e metas para cada nível e modalidade de ensino, para o magistério da Educação Básica e para o financiamento e gestão da educação. Dentro dessa perspectiva, o desafio principal para os educadores é participar da construção de uma política global de valorização dos professores, que abranja dois requisitos fundamentais: a formação inicial e continuada e as condições de trabalho e de salário. Condições de trabalho, tempo para aperfeiçoamento, planejamento e correção de trabalhos de alunos, acesso a livros e a bibliotecas, número de alunos por turma, falta de infra-estrutura, realização de centros de estudo e as condições de salário, entende-se que deverão ser expressas em planos de carreira, de competência dos sistemas de ensino, e que a formação continuada dos profissionais seja valorizada. As condições de trabalho e o acúmulo de funções, que muitos professores são obrigados a assumir, não só comprometem o trabalho pedagógico, mas também a sua própria condição de ser humano, na medida em que o surgimento de doenças (orgânicas e emocionais) faz parte de suas vidas. O estabelecimento de planos de carreira, piso unificado e salários garantindo também o aperfeiçoamento, o lazer, se fazem necessários como parte de uma política global de valorização destes trabalhadores e trabalhadoras.

No mundo, o nosso país está entre aqueles que menos investem em educação. No Brasil, o financiamento da público da educação é feito através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), aprovado em 2006, que possibilitou a ampliou da ação do Fundef, estendendo-se, além do Ensino Fundamental, para o Ensino Médio e a Educação Infantil. A participação dos estados e municípios na composição do Fundeb passou de 15%, como era no Fundef, para 20% da arrecadação de impostos destinados, por determinação constitucional, para a manutenção e desenvolvimento do ensino. Investir em educação provoca uma espécie de efeito dominó às avessas. Em vez de derrubar, alavanca uma série de setores, como o consumo, a saúde, a habitação, a segurança etc. Pessoas mais bem instruídas têm empregos melhores, salários maiores e a possibilidade de melhor exercer sua cidadania. Uma população com mais anos de estudo tende a cuidar melhor da saúde e a cometer menos crimes. Muitos especialistas em educação alertam que a relação entre a evolução na qualidade de ensino e a melhora nos índices sociais e econômicos não é tão direta e previsível, mas certamente é consenso entre economistas e educadores que educação de qualidade para todos é condição essencial para o desenvolvimento do país.

Outro desafio é o processo de construção da gestão democrática na educação. A questão da gestão democrática passa pela efetiva divisão do poder na sociedade – relação entre Sociedade Política e Sociedade Civil, enfatizando as decisões políticas necessárias para a construção de um projeto de nação, e na escola, fazendo com alunos, pais, professores, funcionários e a comunidade local a construam, respeitando as demandas e os interesses da coletividade.

Na construção democrática da sociedade, os planos educacionais deveriam ser elaborados pelo conjunto da sociedade e pelo Poder Público (nacional, estadual, municipal) fixando objetivos, diretrizes e metas para todos os níveis e modalidades de ensino. É fundamental que todos os setores organizados da sociedade e com ela preocupados envolvam-se no debate na perspectiva de colocar para a nação um projeto de desenvolvimento soberano que permita a retomada do sonho de construir uma proposta educacional compatível com o novo projeto e capaz de alavancá-lo.

Referências Bibliográficas:

AGUIAR, Márcia A.. Parâmetros Curriculares Nacionais e formação do educador: A reforma educacional brasileira em marcha. In: Educação e Sociedade. Ano XVII, nº 56, dez., p. 506-515.

ALMEIDA, M. L.; QUADROS, R. (2000) Educação e econômico: uma questão recolocada. In: CONGRESSO LATINO AMERICANO DE SOCIOLOGIA DO TRABALHO, Buenos Aires.

BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 9394 de 24 de dezembro de 1996.

CURY, Carlos Roberto Jamil. A gestão democrática na escola e o direito à educação In: Revista Brasileira de Política e Administração da Educação (REPAE) – v. 23, n.3, p.483-495, Set/Dez.2007. Porto Alegre: ANPAE, 2007.

IRELAND, Timothy. Escolarização de trabalhadores: aprendendo as ferramentas básicas para a luta cotidiana. In: OLIVEIRA, Inês B., PAIVA, Jane (orgs.). Educação de Jovens e Adultos. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.

* Biólogo formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Mestrando em Ecologia e Recursos Naturais pela UFC.

O Nascimento da Consciência Ecológica

Por Luiz Domingos de Luna *

O cheiro dos seres humanos é algo muito forte, via de regra, usamos os nossos sentidos como janelas para o mundo individual, de fato, a silhueta do homo sapiens corrobora para a o egocentrismo do nosso ser, nós somos meros captadores e consumidores de meio externo, porém, não há uma preocupação com a natureza, até parece, que esta despreocupação está timbrada no nosso DNA, em prosseguimento, as formas sociais vão desenhando o espaço pensamental de cada um, pois, vive-se numa eterna fábrica de seres humanos, ou desumanos, o circulo cultural permeado, tem um potencial modificador, capaz inclusive, de mascarar o direcionamento biológico na conspiração cotidiana de destruição do espaço, ao custo de reclames da mãe natureza, a chorar eternamente em berço esplêndido. Por enquanto e até quando?

O Contrato Social é a base, ou motor primeiro, para a harmonia do homem no espaço tempo, vez que, um contrato obsoleto cria sempre a preocupação com o substrato dos seres humanos na fixação no planeta terra, masmorras para sociedade, ou presilhas inoportunas, que inviabilizam a harmonia na floresta humana e, na maioria das vezes, um deserto árido para o meio ambiente.

O Nascimento pleno da consciência ecológica nasce, quando o ser humano for capaz de colocar a sua objetiva para o mundo exterior, observar a paisagem existencial geográfica, observar que o disforme ecológico, é uma coletânea dos disformes individuais e sociais, a elasticidade do tempo, esta geléia vai ganhando corpo, solidez e unicidade. É este monstro que assusta a sociedade e a coletividade humana como um todo - O Homem como o centro de destruição do planeta terra.

Falta ao ser humano o pigmento radioativo do bem comum, em todas as suas dimensões, desde o menor tecido sociológico ao maior.

Desde o mais frágil ecossistema(...)

Enquanto não existir uma conscientização de contrato social que dê a legitimidade, a legalidade as inúmeras espécies que formam a variante do conjunto da totalidade, do todo em partes, da biodiversidade existencial, das forças internas presente em cada um, para a disposição, da aptidão do estar sempre a serviço do bem comum e, do crescimento com sustentabilidade ecológica, por que no final das contas, somos a massa humana planetária em movimento, num carrossel giratório, na roldana deste tapete tortuoso – todo planeta sofre, se abala e chora.

(*) Professor- Aurora -Ceará

Reportagens do Observatório da Imprensa

ELEIÇÕES 2010
De carona na
popularidade presidencial
Washington Araújo| Jornal de Debates
O que não faz um político para pegar carona de um presidente
que bate seguidos recordes de aprovação popular? Todos querem
tirar uma casquinha da popularidade presidencial e, para conseguir,
são capazes de adulterar o que já assumia ares de senso comum.

FICHA LIMPA
Milionários da política
Luciano Martins Costa| Jornal de Debates


VIOLÊNCIA URBANA
Wesley temia os tiros;
morreu com o lápis na mão
Alberto Dines| Imprensa em Questão
Wesley Gilbert Rodrigues de Andrade não foi a primeira criança
morta na Batalha do Rio, mas jamais será esquecido porque o 
repórter de O Globo não apenas lhe deu um nome como mostrou 
sua foto com a camisa do São Paulo e flagrou-o respondendo a
uma recente enquete do próprio jornal sobre o bicho-papão que 
mais temia na comunidade. Resposta premonitória de Wesley: 
os tiros.

JORNAL DO BRASIL
Adeus ao papel
Thiago Mercier| Imprensa em Questão


MEMÓRIA & ESQUECIMENTO
De volta, os velhos
tempos ruins
Carlos Brickmann| Circo da Notícia
Os bons e velhos tempos, disse certa vez Pedro Cavalcanti,
referindo-se aos Anos Dourados em que Juscelino era presidente,
a Seleção ganhou duas Copas do Mundo e a bossa-nova revelou 
novos talentos em série, só foram tão bons porque éramos todos
mais jovens ? e porque gostamos de esquecer o que era ruim.

JB (1891-2010)
Paradoxos impressos,
notas para um obituário
Alberto Dines| Marcha do Tempo
O JB foi o jornal da cidade, jornal do Carnaval, mas nunca deixou
de ser o jornal da Academia graças à presença na direção do pernambucano Aníbal Freire. Nesta condição deu guarita a muitos escribas, apenas dois verdadeiramente imortais: Barbosa Lima
Sobrinho e Alceu Amoroso Lima.

JB (1891-2010)
Um jornal-escola
nunca morre
João Batista de Abreu| Marcha do Tempo


JORNAL NA REDE
The Times perde 2/3 dos leitores com cobrança online
| Monitor da Imprensa
O site do jornal britânico The Times perdeu dois terços de seu
público após se tornar pago, no início de julho. Segundo dados 
da empresa Experian Hitwise, que monitora o tráfego na rede, 
as visitas ao Times Online teriam caído 66% em comparação 
ao tráfego antes de os leitores terem que se registrar e pagar
pelo acesso.

IGREJA
Falha na busca do Google
liga Vaticano a pedofilia
| Monitor da Imprensa


EDUCAÇÃO E ELEIÇÕES
Quatro ideias para
o próximo governo
Gabriel Perissé| Caderno da Cidadania
A revista Época desta semana destaca os modos de melhorar a
educação nacional. Com base nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2009, as jornalistas 
Ana Aranha e Heliana Frazão propõem para o próximo governo
federal quatro ideias.

GRUPO RBS
A atuação mid iática
na busca da justiça
Gabriel Ferreira dos Santos e
Gisiane Machado da Silveira| Caderno da Cidadania


ENTREVISTA / CID
QUEIROZ BENJAMIN
Brasil sofre com alta
concentração de mídia
Ana Helena Tavares| Interesse Público
Uma mídia livre é fundamental e no Brasil nós temos um
problema: a concentração de muitos veículos nas mãos de
poucas pessoas. Parte disso é próprio do sistema capitalista.
Eu adoraria montar um jornal, mas não tenho dinheiro para
montar um que pudesse concorrer com a imprensa que já está
aí. Se eu fosse um grande empresário, de repente teria esse
dinheiro.

RÁDIO DIGITAL
Muito além da tecnologia
Jonas Valente| Interesse Público


INOVAÇÃO
Já falta espaço
para tanta mídia
Nelson Hoineff| E-Notícias
O usuário está indicando que quer se relacionar com um 
número muito diversificado de mídias e que precisa de espaço
para isso. Alguém vai ter que pagar por esse espaço. As teles 
dizem que quem tem que pagar são as empresas de internet,
que estim ulam tanta utilização; as empresas dizem que as
teles é que têm que abrir mais espaço e cobrar do usuário.

JORNALISMO ONLINE
Os desafios da
experimentação
Valério Cruz Brittos e
Aléxon Gabriel João| E-Notícias


TELEVISÃO JOVEM
MTV completa 20 anos no ar
Juliana Faddul| Tv em Questão
Ao caminhar pelos corredores da emissora, dá para entender
como a MTV consegue captar o e spírito de seus telespectadores.
Feita por e para jovens, a sensação de quem assiste a seus 
programas é a mesma de quem os faz: animação e descontração.

TV CULTURA
Sindicato comenta
mudanças na emissora
| Tv em Questão


ECOS DA COPA
As melhores manchetes
sobre a façanha espanhola
Carlos Alberto de Souza| Feitos & Desfeitas


MÍDIA & VIOLÊNCIA
Entre o silêncio e a cegueira
José Alexandre Silva| Feitos & Desfeitas


REGISTRO
Divulgados resultados do Prêmio Luiz Beltrão 2010
| Diretório Acadêmico


REVISTAS
Curso mostra
etapas de produção
| Mural


AV. BRASIL 500
Fotografias registram
antiga sede do JB
| Mural




Fonte: Observatório da Imprensa
www.observatoriodaimprensa.com.br

Inscreva-se para a etapa virtual de Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil

Atividades online começam em 1º de setembro, mas inscrições para apresentar trabalhos vão até o dia 15 de agosto

Estão abertas as inscrições para participar da etapa virtual do III Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil, que terá por tema “Redes e Inovação para a Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil”. O encontro, organizado pela Fundação Telefônica nos 13 países em que atua, traz como elemento inovador a utilização das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) no combate ao trabalho infantil e no próprio encontro. Até o próximo dia 15 de agosto, os participantes que tiverem interesse em submeter trabalhos para serem apresentados nessa etapa devem se inscrever pelo hotsite http://pt.encontrotrabalhoinfantil.fundacaotelefonica.com/

O encontro virtual acontece durante os meses de setembro e outubro, enquanto o presencial será realizado no início de novembro em Bogotá, na Colômbia. A proposta é promover uma discussão contínua entre os participantes e fomentar a criação de uma rede internacional de prevenção e combate ao trabalho infantil.

“Com um formato inédito, o encontro online se constituirá num amplo espaço de discussão sobre trabalho infantil, onde todos os atores envolvidos poderão trocar informações e experiências, sobretudo no que diz respeito à América Latina”, afirma Sérgio Mindlin, diretor-presidente da Fundação Telefônica. “Assim, os dois dias do encontro de presencial ganham expressiva ampliação e contribuição”, complementa o executivo.

As inscrições para a etapa virtual do evento são gratuitas e estão abertas até o final das atividades, previsto para 31 de outubro. Mas as inscrições para a apresentação de trabalhos durante o encontro virtual, sejam estudos ou experiências práticas, devem ser feitas até 15 de agosto. Participe!

Para mais informações e inscrições no encontro virtual, acesse http://pt.encontrotrabalhoinfantil.fundacaotelefonica.com/

Saiba mais também sobre o encontro presencial em http://www.fundacion.telefonica.com/pronino/encuentrotrabajoinfantil/

Fonte: Promenino

terça-feira, 20 de julho de 2010

O Céu é o Limite – Ordem Santa Cruz.

Por  Luiz Domingos de Luna *

Por indicação dos padres: José Gonçalves Landim, Vicente Luiz dos Santos ingressei na Ordem Santa Cruz- Penitentes -Igreja Rural Laica no ano de 1990, com iniciação solene na famosa Braúna Santa no sítio Martins – Aurora (CE), antiga emboscada de Lampião que também foi iniciado no dia 3 de junho, 1927 e eu no dia 12 de abril 1991.

Tive a satisfação de ser discípulo de vários decuriões que a exemplo do 2º patriarca da Ordem No Ceará – Padre Cícero Romão Batista – um exemplo de Fé continuada à expansão no tempo espaço.

Enquanto os historiadores a bailar em lindos livros adjetivos desqualificativos sobre os integrantes da Ordem Santa Cruz, numa aliança sempre fiel com a imprensa escrita e falada, eu, a interrogar tanta virulência contra esta irmandade que, ao meu olhar, um betume consistente na argamassa do tecido sociológico a vistas para o engrandecimento da epistemologia Genética da humanidade para o bem.

É fato que a historiografia da Ordem Santa Cruz, dificilmente,será folheada pelos leigos, ou mesmo pelos que têm sempre na veia a vontade de conhecer os fatos como aconteceram numa história que pulsa viva desde os mais remotos tempos.

O Corpo orgânico da Ordem Santa Cruz – Penitentes – Igreja rural Laica / Santa Igreja de Roma tem um formato de repasse de fatos pela ordem costumeira, ou seja, de irmão para irmão posterior numa verdadeira corrente que, dificilmente, será fragmentada, ou corroída pela força temporal, assim, um cofre espiritual é sempre alimentado para o bem estar do mundo materializado, da colméia do convívio interativo, dos seres humanos no espaço geográfico e na imensidão social permeada a todos os viventes.

É certo que a relação Estado, Igreja e Ordem tem sido pontuada sempre voltada para pontos históricos bem delimitados e ficando a ordem com o ônus dos dissabores do calor efervescente da fissura, usualmente, do mais forte, o que sempre, por esta objetiva a ordem carregará “a complexidade do centro de coesão” via de regra um peso, uma anomalia, uma desprojeção à luz.

Esta visão simplista e egoísta, parte do pressuposto da própria estrutura de despreocupação com os valores temporais, e com a vida de penitencia e fé e a lealdade aos bons costumes, que sempre filtra os excessos, que por ventura possa ocorrer por parte de seus integrantes.

Assim, sempre fiel ao Estado democrático de Direito, a luz da Ordem Santa Cruz terá sempre o céu como limite na problematização, aceitação e engrandecimento da heterogenia social nos umbrais da existência humana. Mas, dificilmente, deixará de ser um grande paradoxo para os estudiosos e os penitentes da literatura, e os sedentos de conhecimentos, pois a naturalização do escrito é uma força cultural muito forte e coesa na historia que, dificilmente, será reparada.

* Professor – Aurora - Ceará

A economia e a vida‏

Por Marcos Eduardo de Oliveira*

Talvez o maior erro do sistema capitalista seja o fato de ter baseado a vida econômica na acumulação de capital, identificando isso como sinônimo de progresso.

Nesse sentido, acumular significa, grosso modo, enfatizar o “ter”, em detrimento do “ser”. Essa é a característica emblemática de um sistema que se assenta sobre todo e qualquer modo para se atingir essa finalidade; razão pela qual a exploração, em toda sua plenitude, é largamente observada na maneira e nos modos como esse sistema opera.

Pois bem. Ao ler o ensaísta equatoriano Eduardo Mora-Anda (A História dos Ideais), que faz consistente crítica sobre a maneira de proceder desse sistema, verificamos que “o capitalismo supõe que o dinheiro é fértil e deve produzir lucros, o que é mentira, porque o dinheiro, de per si, sem trabalho, não produz nada”.

No entanto, a ciência econômica, à lá mercantilização capitalista da vida, insiste em inverter essa situação e apregoar dentro dos mecanismos que comandam o mercado, que dinheiro gera dinheiro, que dinheiro trás felicidade.

Conquanto, quando a economia pelas mãos de Adam Smith, nas duas últimas décadas do século XVIII, se fez ciência, nasceu com o propósito de explicar o “progresso das nações”. Isso pode ser considerado um avanço à época, pois superava largamente a idéia mercantilista - que se consolidou a partir do período histórico da Revolução Comercial (séculos XVI – XVIII) - de que o acúmulo de metais preciosos era a finalidade ímpar, e a condição sine qua non, para se tornar forte e dinâmico; tudo isso, é claro, movido por algo “nobre”: a ação individual das pessoas. Era o individualismo correndo na busca pelo dinheiro; portanto, pelo “progresso”.

Desse modo, com Smith e os demais clássicos ingleses, o individualismo ganhou referência ímpar em termos de análise econômica. Isso serviu de base ao liberalismo econômico clássico; afinal, “os homens são por naturezas egoístas, motivados apenas por interesses próprios” dizia Dudley North.

Pois bem. Tomando por base essas primeiras lições econômicas, três idéias puderam ser afloradas: 1. É necessário acumular; 2. É preciso ser individualista; 3. Que se dane o resto.

Ora, tais pressupostos, decorridos mais de 230 anos, infelizmente se petrificaram a ponto de se converter em paradigma. No entanto, é preciso mudar essa história. Deus nos criou para amarmos as pessoas e utilizarmos as coisas. Todavia, por conta desses pressupostos, estamos também invertendo isso e amando as coisas e utilizando as pessoas.

Mas, algo precisa ser feito. Sugestão: a ciência econômica, “manipulada” pelos homens de bem, precisa encontrar alternativas nas políticas públicas para promover melhorias na vida das pessoas que participam da atividade econômica, ora produzindo, ora consumindo, trocando mercadorias, gastando seus recursos ou mesmo poupando-os. Isso é economia! Em outras palavras, a economia precisa funcionar para o bem maior, ainda que seja necessário algumas vezes remar contra a maré. Só faz sentido se pensar em Economia (enquanto ciência/conhecimento/atividade) quando “acoplamos” nas diversas variáveis econômicas a figura primordial do indivíduo, até mesmo porque toda a atividade produtiva gira em torno de quem? Gira em torno desse indivíduo que responde à economia com seus desejos e necessidades, indispensáveis à sua sobrevivência.

Na verdade, não importa saber se a economia (enquanto atividade) vai bem ou vai mal; o que realmente importa saber é quem (eu, você, nós) vai bem e quem (ele, ela, todos nós) vai mal na economia. Esse quem se refere às pessoas; somos todos nós, participantes da economia, ainda que, pela regulação econômica atual, cujo predomínio é dado pelas grandes corporações detentoras de capital, em que prevalecem apenas as exorbitantes taxas de lucros, nós, os participantes da vida econômica, sejamos colocados como meros coadjuvantes, e não como as personagens principais desse enredo.

Há problemas diversos a serem superados? Há dificuldades por vezes que se apresentam intransponíveis? Há limites impostos pelas leis da natureza? Há escassez a serem dribladas, principalmente quando essas são “criadas” adredemente para que os preços subam? Para cada uma dessas indagações, a resposta é SIM.

Conquanto, há ainda algo muito mais importante a ser feito: é a necessidade de se consolidar em cada um de nós o sentimento plausível da construção de outra economia. Que outra economia? Essa outra economia é possível e alcançável? Sim. Essa outra economia que aqui faço alusão é humana, é social, é equilibrada ecologicamente. Essa outra economia é justa e participativa, é solidária e fraternal, é coletiva, e não individual, apesar dos manuais acadêmicos recomendarem a prática sistemática do individualismo como dissemos anteriormente.

Essa outra economia passa pela solidariedade e aponta dedo em riste para o lado social como porta de entrada para um mundo melhor, sempre esperando que os novos modelos econômicos de crescimento englobem o indivíduo como ponto focal em suas análises.

A economia não é somente o mercado e as mercadorias. A economia não são somente as taxas, os índices, os indicadores, os lucros, os grandes conglomerados, as finanças, os números e os gráficos que compõem o universo de análise técnico-acadêmica. A economia é o indivíduo que trabalha, que produz, que negocia, que vive, que carece de ajuda, que sonha com um amanhã melhor.

A outra economia que, creio, todos queremos, é a economia do crescimento com qualidade, com equilíbrio, com justiça social. É a economia que soma e inclui; não aquela que divide e exclui e, por isso, se torna desigual, acumulando injustiças sociais, indo muito mal. A economia que queremos não é aquela que torna a “sociedade malvada” nas sábias palavras do professor Paulo Freire (1921-97). A economia que todos queremos é dinâmica e expansiva e, por isso (e também para isso), capaz de “construir um mundo onde todos ganhem”, nas palavras da economista Hazel Henderson.

A economia que queremos deve se pôr à serviço das pessoas, e não esperar que as pessoas se coloquem à serviço dessa economia. A economia que ansiamos reconhece o papel das pessoas e respeita os limites da biosfera ao não propor, por exemplo, um crescimento a qualquer preço, sem regras estabelecidas. A economia que queremos ver praticada em nossa sociedade propõe trocar o atual modelo de crescimento (expresso em quantidade) por um modelo de desenvolvimento (expresso em qualidade), até mesmo porque, em momento algum, quantidade significou qualidade. Quantidade satisfaz apenas a ganância e a mesquinhez consumista; enquanto qualidade satisfaz o espírito e enobrece as relações humanas.

A outra economia que esperamos ver em breve nos próximos tempos se preocupa com a felicidade das pessoas, busca o bem estar comum. A outra economia que sonhamos, por fim, sabe de seus limites e se reconhece como apenas um meio, pois compreende firmemente que se há um final, esse certamente é a vida de cada um. E que essa vida seja economicamente melhor para todos – e por todos - com bem-estar e com capacidade de sempre se renovar para continuar sua evolução, com limites, com respeito, com organização democrática, com a participação coletiva.

A ciência econômica nasceu para isso. Disso não tenhamos dúvida. A Economia – ciência - nasceu para apontar alternativas na construção de um mundo melhor, para propor caminhos que levam cada um de nós a escolher as melhores decisões, maximizando nossos desejos e esperando que o coletivo se fortaleça, pois não há progresso verdadeiro quando o próximo passa fome.

A economia se fez ciência definitivamente para junto às outras ciências definir soluções responsáveis em matéria de boa governança na aplicação do dinheiro público, visto que a “alimentação” dos cofres públicos sai do bolso do contribuinte.

A ciência econômica nasceu, sobretudo, para promover a democracia econômica e, a partir do resgate da valorização das ações coletivas promover algo mais: a libertação de cada um de nós e do todo.

Para tanto, é necessário que estejamos adaptados e preparados para essas mudanças. Quanto a isso, não tenhamos dúvidas que a economia muda, em geral, mais rapidamente do que a nossa capacidade de organizá-la. Por isso, entender a economia e seus meandros (macro e microeconômicos) são fundamentais para a realização dessa mudança.

Definitivamente, a ciência econômica precisa se firmar adotando uma postura em favor da natureza (crescer sem destruir) e da vida (eliminar a exclusão e priorizar o indivíduo). Para tanto, é imprescindível condenar o individualismo que reina às soltas nas noções iniciais de economia e incorporar, em seu lugar, os princípios da economia solidária pautadas na cooperação. Por fim, as técnicas econômicas precisam ser redesenhadas pondo os meandros da macroeconomia à serviço de um bem maior: a vida; afinal, cabe reiterar, o fim é a vida, e, o meio, pode ser a ciência econômica.


(*) Professor de economia da FAC-FITO e do UNIFEIO (São Paulo)
Autor dos livros “Conversando sobre Economia”, “Pensando como um Economista” e “Provocações Econômicas” (no prelo).
Os artigos desse autor em torno de questões econômicas têm sido amplamente publicados no Brasil e no exterior, com destaque em Portugal, Cabo Verde e Angola, além do jornal PRAVDA (Rússia).
Contato: prof.marcuseduardo@bol.com.br

Educação no Brasil está na UTI e precisa de um choque no novo governo

O sistema educacional no Brasil está na UTI e precisa de um choque efetivo, principalmente por parte dos próximos governadores e presidente da República. A afirmação foi feita ontem (19) pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, ao comentar o péssimo resultado do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem 2009. Para Ophir, o choque precisa ser dado, necessariamente, no início dos novos governos, estadual e federal, para que a educação possa se tornar uma prioridade no país.

Para Ophir Cavalcante, os números apresentados pelo Enem são assustadores. "Hoje, o ensino no Brasil, ao invés de ter tido uma melhoria em sua qualidade, lamentavelmente, estagnou-se, mostrando-se pior do que sempre". Segundo o Ministério da Educação, quase sete mil escolas brasileiras tiraram média abaixo de 500 no Exame, numa escala que vai de zero a mil. Dessas, 97,8% são da rede estadual de ensino.

A seguir a íntegra do comentário feito pelo presidente nacional da OAB sobre as estatísticas divulgadas:

"Os números apresentados pelo Enem são assustadores. Hoje, o ensino no Brasil, ao invés de ter tido uma melhoria em sua qualidade, lamentavelmente, estagnou-se, mostrando-se pior do que sempre. Não se pode conceber que a rede estadual de ensino, que hoje reúne cerca de 85,9% das matrículas no país, esteja tão desestruturada do ponto de vista da gestão e desqualificada do ponto de vista da qualidade de ensino.

Isso demonstra que falta uma política pública definida e com prioridade com relação à educação. O descaso com o qual os governantes tem tratado a educação aponta para uma má formação dos futuros profissionais, com reflexos em todas as carreiras.

No Exame de Ordem, essa constatação fica muito mais clara porque muitos egressos do ensino público também prestam as provas e o índice de reprovação é bastante semelhante ao do Enem. A educação no Brasil está na UTI e precisa de um choque efetivo. Nada melhor do que o início de um novo governo, estadual ou federal, para que esse choque possa acontecer, tomando a educação uma prioridade no país.

Só poderemos fazer grandes transformações sociais se tivermos uma educação de qualidade. Não adianta soluções tópicas, é necessário que haja uma profunda reforma educacional, um comprometimento maior de verbas públicas para a educação. Só assim poderemos mudar esse lamentável quadro, acabando com o estelionato educacional principalmente no ensino superior (faculdades).

Muitos desses alunos que tiveram uma péssima educação no nível fundamental e médio quando chegam no ensino superior encontram facilidade para ingressar nas faculdades particulares que só visam o lucro e não oferecem uma formação de qualidade. É necessário que haja maior controle por parte do Ministério da Educação a respeito da formação em nível estadual. Deve haver uma maior fiscalização por parte do MEC para que haja maior qualidade no ensino."

Fonte: OAB
www.oab.org.br