Ao usar um cibercafé, Mitnick conta que se surpreendeu com a falta de segurança nas informações. “Fiquei intrigado quando pediram meu documento para usar um computador com internet gratuita”, conta. “Disseram-me que o procedimento era para evitar ataques de hackers”.
Entretanto, ao usar o computador, ele teve outra surpresa que classificou como engraçada. “Quando usei a máquina, vi que o acesso às configurações dela era irrestrito, e eu poderia conseguir informações sigilosas de pessoas que a usaram anteriormente”, disse. “Fiquei com medo de acessar meus e-mails. Quando cheguei ao hotel, tive que mudar de senha”.
O ex-hacker, que comemora 10 anos que saiu da prisão neste mês, afirmou que todo o sistema tem falhas e é impossível fugir delas. “Tudo tem bugs, principalmente os sistemas mais complexos”, disse. “É apenas uma questão de tempo até alguém descobri-la e usá-la”. Para ele, as falhas nos programas que os usuários utilizam para navegar na internet são a porta de entrada dos ataques. “Não utilizo o Internet Explorer, uso o Firefox que é mais seguro. Ainda assim, uso uma máquina virtual para garantir maior proteção”.
Mitnick realiza palestra para os participantes da Campus Party. (Foto: Gustavo Petró/G1)
Ele também disse que os hackers mudaram de filosofia nos últimos anos. “Na minha época, os hackers queriam apenas invadir sistemas para provar que conseguiam. Hoje, tudo envolve dinheiro, tudo é pela grana”.
Fonte: G1
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