quarta-feira, 29 de abril de 2009
Epidemia de lucro
No México, as grandes empresas de criação de aves e suínos têm proliferado amplamente nas águas (sujas) do Tratado de Livre Comércio da América do Norte. Um exemplo é Granja Carroll, em Veracruz, propriedade de Smithfield Foods, a maior empresa de criação de porcos e processamento de produtos suínos no mundo, com filiais nos EUA, na Europa e na China. Em sua sede de Perote começou há algumas semanas uma virulenta epidemia de enfermidades respiratórias que atingiu 60% da população de La Gloria, fato informado por La Jornada em várias oportunidades a partir das denúncias dos habitantes do lugar. Eles, há uns anos travam uma dura luta contra a contaminação causada pela empresa e têm sofrido, inclusive, repressão das autoridades por denunciar. Granjas Carroll declarou que não está relacionada nem é a origem da atual epidêmica, alegando que a população tinha uma gripe "comum". Não foram feitas análises para saber exatamente de que vírus se tratava.
Em contraste, as conclusões do painel Pew Commission on Industrial Farm Animal Prodution (Comissão Pew sobre Produção Animal Industrial), publicadas em 2008, afirmam que as condições de criação e confinamento da produção industrial, sobretudo em suínos, criam um ambiente perfeito para a recombinação de vírus de distintas cepas. Inclusive, mencionam o perigo de recombinação da gripe aviária e da suína e como finalmente pode chegar a recombinar em vírus que afetem e sejam transmitidos entre humanos. Mencionam também que por muitas vias, incluindo a contaminação das águas, pode chegar a localidades longínquas, sem aparente contato direto. Um exemplo do que devemos aprender é o surgimento da gripe aviária. Ver , por exemplo, o relatório de GRAIN, que ilustra como a indústria avícola criou a gripe aviária (www.grain.org)
Porém, as respostas oficiais diante da crise atual, além de ser tardias (esperaram que os Estados Unidos anunciassem primeiro o surgimento do novo vírus, perdendo dias preciosos para combater a epidemia), parecem ignorar as causas reais e mais contundentes. Mais do que enviar cepas de vírus para sua sequenciamento genômico a cientistas, como Craig Venter, que enriqueceu com a privatização da investigação e seus resultados (sequenciamento que, com certeza, já foi feita por investigadores públicos do Centro de Prevenção de Enfermidades em Atlanta, EUA), o que se necessita é entender que esse fenômeno vai continuar repetindo-se enquanto existam os criadores dessas enfermidades.
Já na epidemia, são também transnacionais as que mais lucram: as empresas biotecnológicas e farmacêuticas que monopolizam as vacinas e os antivirais. O governo anunciou que tinham um milhão de doses de antígenos para atacar a nova cepa de influenza suína; porém, nunca informou a que custo.
Os únicos antivirais que ainda têm ação contra o novo vírus estão patenteados na maior parte do mundo e são de propriedade de duas grandes empresas farmacêuticas: o zanamivir, com nome comercial Relenza, comercializado por GlaxoSmithKline, e o oseltamivir, cuja marca comercial é Tamiflu, patenteado pela Gilead Sciencies, licenciado de forma exclusiva pela Roche. Glaxo e Roche são, respectivamente, a segunda e a quarta empresas farmacêuticas em escala mundial e, igualmente como no restante de seus remédios, as epidemias são suas melhores oportunidades de negócio.
Com a gripe aviária, todas elas lucraram centenas ou milhões de dólares. Com o anúncio da nova epidemia no México, as ações da Gilead subiram 3%, as da Roche 4% e as da Glaxo 6%; e isso é somente o começo.
Outra empresa que persegue esse lucrativo negócio é a Baxter, outra farmacêutica global (ocupa o 22 lugar), tece um "acidente" em sua fábrica na Áustria, em fevereiro de 2009. Enviou um produto contra a gripe a Alemanha, Eslovênia e a República Checa, contaminado com vírus da gripe aviária. Segundo a empresa. "foram erros humanos e problemas no processo", do qual não pode dar detalhes, "porque teria que revelar processos patenteados".
Não necessitamos enfrentar somente a epidemia da gripe; necessitamos enfrentar também a epidemia do lucro.
Texto: Silvia Ribeiro, pesquisadora do Grupo ETC
Publicado em La Jornada, México.
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Fonte: Adital
domingo, 26 de abril de 2009
Brasil quer ser o segundo maior exportador de tecnologia da informação
Segundo lugar honroso
Segundo o presidente da Brasscom, Antonio Gil, o Brasil tem condições de disputar o segundo lugar no ranking mundial com países como México, Rússia, China e Filipinas, ficando atrás apenas da Índia.
O estudo referente a 2008 ainda não foi concluído, mas Gil acredita que o Brasil tenha melhorado de posição. A classificação anual dos países no mercado de TIC leva em consideração fatores como facilidades de fazer negócios, custos, conhecimento e mão-de-obra.
Terceirização global
O mercado global de offshore outsourcing, que é a terceirização de serviços de TIC feita fora do país de origem, apresentou faturamento de US$ 1,2 trilhão no ano passado, dos quais US$ 70 bilhões foram serviços exportados. Desse total, o Brasil participou com US$ 1,4 bilhão, o que representou crescimento de 75% em relação ao ano anterior.
Para 2009, Antonio Gil revelou que o objetivo é alcançar exportações de US$ 2 bilhões, "com perspectiva de ser um pouco maior do que isso". O total exportado mundialmente de serviços e softwares (programas de computador) deverá atingir cerca de US$ 84 bilhões no próximo ano. "Um crescimento de 20%, mesmo pós-crise financeira internacional", observou.
PAC da informática
O estudo mostra que entre 2008 e 2010, a exportação de offshore outsourcing passará de US$ 70 bilhões para cerca de US$ 100 bilhões, com sinais positivos para o Brasil. Partindo do pressuposto de que a Índia continuará detendo 50% desses US$ 30 bilhões adicionais, existirão no mercado US$ 15 bilhões anuais que serão disputados pelos demais países produtores de TIC, entre eles o Brasil, estimou Gil. "Dos quais nós queremos pegar US$ 2 bilhões agora e US$ 3,5 bilhões em 2010", acrescentou.
Nas próximas duas ou três semanas, o presidente da Brasscom deverá apresentar ao governo federal um novo estudo sobre o setor de infra-estrutura de TIC. Já batizado de Programa de Aceleração do Crescimento da Tecnologia da Informação (PAC da TI), o estudo identifica os gargalos ao crescimento do setor e o que precisa ser feito em áreas como banda larga e redução de impostos.
Agência Brasil
Rede Globo e Daniel Dantas: um caso de polícia
Não se trata de cobertura dos fatos, se trata de um ataque à consciência dos telespectadores.
Na noite de 19 de abril o programa de variedades Fantástico, da Rede Globo, apresentou uma suposta reportagem sobre um conflito ocorrido numa fazenda do Pará, envolvendo "seguranças" (o termo procura revestir de legalidade a ação de jagunços) da fazenda do banqueiro Daniel Dantas e militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Só pude descobrir que se tratava de propriedade do banqueiro processado por inúmeros crimes e protegido por Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, após ter vasculhado algumas páginas na internet em busca de meu direito de escutar o outro lado da notícia, a versão dos fatos dos sem terra, pois na reportagem eles aparecem como invasores, baderneiros, seqüestradores da equipe de reportagem da Rede Globo, assassinos em potencial, e ao final, corpos de militantes aparecem baleados no chão, agonizantes, sangrando, sem nenhum socorro, e a reportagem não fornece nenhuma informação sobre o estado de saúde das vítimas.
Sem ter acesso às causas do conflito, e a nenhum dos dois lados envolvidos, o telespectador se vê impelido a acompanhar o julgamento que o narrador da reportagem e a câmera nos sugere. No caso, tendemos a concordar com a punição dada aos desordeiros: "que sangrem até morrer!", ou "quem mandou brincar com fogo?!" podem ser algumas das bárbaras conclusões inevitáveis a que os telespectadores serão levados a fazer.
Nós, em nossas casas, consumidores do que a televisão aberta nos apresenta, não temos direito ao juízo crítico, porque o protocolo básico das regras do jornalismo não é mais cumprido. Nós somos atacados em nosso direito de receber informações e emitir julgamentos, nós somos saqueados por emissoras privadas que mobilizam nosso sentimento de medo, ódio e desprezo, para em seguida nos exigir sorrisos com a próxima reportagem.
Como um exercício de manutenção da capacidade de reflexão, precisamos nominar esse tipo de ataque fascista com os termos que ele exige. A ilusão de verdade deve ser desmontada, a suposta neutralidade deve ser desmascarada, caso a caso, na medida de nossas forças.
Seguem questionamentos à reportagem, com o intuito de expor o arbítrio de classe da Rede Globo, para que esse texto possa endossar a documentação que denuncia a irregularidade das emissoras privadas e protesta contra a manutenção de concessões públicas para empresas que não cumprem com as leis do setor.
1º) Por que a Globo protege Dantas? Por que a emissora não tornou evidente que as terras pleiteadas pelo MST para Reforma Agrária são de Daniel Dantas? Qual o grau de envolvimento da emissora nas manobras ilícitas do banqueiro?
2°) Por que o MST não foi escutado na reportagem? Quais os motivos do movimento para decidir ocupar aquela fazenda?
3°) As imagens contradizem os fatos. A câmera da equipe de reportagem aparece sempre posicionada atrás dos seguranças da fazenda, e nunca à frente dos sem terra.
E vejam informação da Agência Estado: "A polícia de Redenção informou a Puty [Cláudio Puty, chefe da Casa Civil do governo do Pará] não ter havido cárcere privado de jornalistas e funcionários da Agropecuária Santa Bárbara, pertencente ao grupo do banqueiro Daniel Dantas e que tem 13 fazendas invadidas e ocupadas pelo MST. Os jornalistas, porém, negam a versão da polícia e garantem que ficaram no meio do tiroteio entre o MST e seguranças da fazenda"
(http://br.noticias.yahoo.com/s/19042009/25/manchetes-pm-desarmar-mst-segurancas-no.html).
Quer dizer, nem mesmo os grandes jornais conservadores estão fazendo coro com a cobertura extremamente parcial da Rede Globo.
4°) Ocorreu um tiroteio mesmo? Só aparecem os jagunços da fazenda atirando, e com armas de calibre pesado. E a imagem dos feridos mostra os sem terra baleados e um jagunço de pé, com pano na cabeça, possivelmente contendo sangramento de ferimento não causado por arma de fogo, dado o estado de saúde do homem.
5º) Por que os feridos não são tratados com o mesmo direito à humanidade que as vítimas de classe média da violência urbana? Eles não têm nomes? O que aconteceu com eles? Algum morreu? Quem prestou socorro? Em que hospital estão? Por que essas informações básicas foram omitidas?
6°) Por que mostrar como um troféu a agonia de seres humanos sangrando no chão, sem nenhum socorro?
***
Nota da edição: Leia a nota de esclarecimento do MST-Pará em: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=38354
Fonte: Adital
domingo, 19 de abril de 2009
Novo modelo de sociedade
Ao participar do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, a 15 de abril, no Rio, indaguei: diante da atual crise financeira, trata-se de salvar o capitalismo ou a humanidade? A resposta é aparentemente óbvia. Por que o advérbio de modo? Por uma simples razão: não são poucos os que acreditam que fora do capitalismo a humanidade não tem futuro. Mas teve passado?
Em cerca de 200 anos de predominância do capitalismo, o balanço é excelente se considerarmos a qualidade de vida de 20% da população mundial que vivem nos países ricos do hemisfério Norte. E os restantes 80%? Excelente também para bancos e grandes empresas. Porém, como explicar, à luz dos princípios éticos e humanitários mais elementares, estes dados da ONU e da FAO: de 6,5 bilhões de pessoas que habitam hoje o planeta, cerca de 4 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza, dos quais 1,3 bilhão abaixo da linha da miséria. E 950 milhões sofrem desnutrição crônica.
Se queremos tirar algum proveito da atual crise financeira, devemos pensar como mudar o rumo da história, e não apenas como salvar empresas, bancos e países insolventes. Devemos ir à raiz dos problemas e avançar o mais rapidamente possível na construção de uma sociedade baseada na satisfação das necessidades sociais, de respeito aos direitos da natureza e de participação popular num contexto de liberdades políticas.
O desafio consiste em construir um novo modelo econômico e social que coloque as finanças a serviço de um novo sistema democrático, fundado na satisfação de todos os direitos humanos: o trabalho decente, a soberania alimentar, o respeito ao meio ambiente, a diversidade cultural, a economia social e solidária, e um novo conceito de riqueza.
A atual crise financeira é sistêmica, de civilização, a exigir novos paradigmas. Se o período medieval teve como paradigma a fé; o moderno, a razão; o pós-moderno não pode cometer o equívoco de erigir o mercado em paradigma. Estamos todos em meio a uma crise que não é apenas financeira, é também alimentar, ambiental, energética, migratória, social e política. Trata-se de uma crise profunda, que põe em xeque a forma de produzir, comercializar e consumir. O modo de ser humano. Uma crise de valores.
Desacelerada a ciranda financeira, inútil os governos tentarem converter o dinheiro do contribuinte em boia de salvação de conglomerados privados insolventes. A crise exige que se encontre uma saída capaz de superar o sistema econômico que agrava a desigualdade social, favorece a xenofobia e o racismo, criminaliza os movimentos sociais e gera violência. Sistema que se empenha em priorizar a apropriação privada dos lucros acima dos direitos humanos universais; a propriedade particular acima do bem comum; e insiste em reduzir as pessoas à condição de consumistas, e não em promovê-las à dignidade de cidadãos.
Há que transformar a ONU, reformada e democratizada, no fórum idôneo para articular as respostas e soluções à atual crise. Urge implementar mecanismos internacionais de controle do movimento de capitais; de regular o livre comércio; de pôr fim à supremacia do dólar e aos paraísos fiscais; e assegurar a estabilidade financeira em âmbito mundial.
Não haveremos de encontrar saída se não nos dermos conta de que novos valores devem ser rigorosamente assumidos, como tornar moralmente inaceitável a pobreza absoluta, em especial na forma de fome e desnutrição. É preciso construir uma cultura política de partilha dos bens da Terra e dos frutos do trabalho humano, e passar da globocolonização à globalização da solidariedade.
As Metas do Milênio e, em especial, os sete objetivos básicos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, de 1995, devem servir de base a um pacto para uma nova civilização: 1) Escolaridade primária universal; 2) Redução imediata do analfabetismo de adultos em 50%; 3) Atenção primária de saúde para todos; 4) Eliminação da desnutrição grave e redução da moderada em 50%; 5) Serviços de planificação familiar; 6) Água apta para o consumo ao alcance de todos; 7) Créditos a juros baixos para empresas sociais.
A experiência histórica demonstra que a efetivação dessas metas exige transformações estruturais profundas no modelo de sociedade que predomina hoje, de modo a reduzir significativamente as profundas assimetrias entre nações e desigualdades entre pessoas.
Frei Beto
Fonte: Adital
Um Giro no Cariri
A História da humanidade foi toda baseada na destruição do espaço geográfico para a preservação da espécie humana, milhares de espécies foram extintas pela ação contínua, dos seres racionais. O Ato destruidor do homo Sapiens está impregnado no DNA biológico e cultural; conscientizar o humano de que são desumanas suas ações para com a sua própria existência civilizatória é tarefa de gigante. Inconcebível à luz do pensar existencial e de sua carga genética cultural, advinda desde a era cenozóica no período do pleistoceno. Um grito isolado de defesa ambiental no meio da multidão soa como ridículo esdrúxulo. Creio que os devoradores do planeta são os grandes grupos empresariais, porém, eles fazem isto porque a vida no modelo atual exige isto, o qual é uma cadeia alimentar, social, política, econômica {…}, o padrão; parar isto seria parar o desenvolvimento da sociedade dentro do foco que conhecemos. Logo a questão ambiental está ligada à linha de consumo, hábitos que foram bem elaborados no processo histórico civilizatório da humanidade. Ora, O rio salgado no cariri cearense até meados de 1835 era um rio perene e saudável, hoje virou um esgoto do lixo cultural do cariri, porém, sem este esgoto não teria outra forma de desenvolvimento de uma das regiões que mais crescem no interior do Ceará. – Cariri, pela ótica do processo interativo de convívio humano conhecido e vivido, assim: ou se mata o rio ou se mata o cariri. Creio que, assim com os demais seres humanos estamos agindo na lógica da corrente do tempo no processo existencial. A Questão do grande lixão que estamos transformando o planeta terra é conseqüência de todo um processo civilizatório contido na epistemologia genética da humanidade. Mudar o curso da história, para a preservação do planeta terra; seria primeiro: a necessidade de mudar toda a forma de pensar, de agir, de existir - um novo renascimento. Agir isoladamente, com um aplicativo psicológico para amainar consciências as questões ambientais é mero paliativo. Enfrentar a problemática de frente teria que, antes, mudar toda uma mentalidade, toda uma forma de viver, onde todo o processo civilizatório consumista seria jogado no lixo e criado outro padrão humano para dar vida plena ao corpo vivo do planeta terra. É possível conciliar progresso, evolução, desenvolvimento econômico em escala planetária sem lesionar a bola azulada?
terça-feira, 14 de abril de 2009
Triste sina
Que triste sina esta minha!
De nascer neste torrão
Pegado na mão da miséria
E agarrado no fracasso
Tem que ter nervo de aço
Para não virar pedaço
E suportar a aturação
O poeta é graduado
Mas sem anel ou anelado
Não vai mudar o estado
Da nossa situação
Convidei os folcloristas
Para assistir nosso forró
Sem sanfona, sem zabumba.
Sem triângulo e sem suor
O teclado agora berra
Não tem mais o pé de serra
Não sei se acerta ou erra
Quem tirou o pão de ló
Fomos olhar a boiada
Que era tangida na estrada
Pois o chocalho se ouviu
Que boiada que nada
Era um coitado que cantava.
E seu nome era Brasil.
Convidamos toda a mídia
Jornal, rádio e televisão.
Todos gritaram a uma só voz
É uma doença que
Atingiu o seu coração
É um vírus persistente,
É uma força onipresente
O seu nome é conhecido
É um bicho bem sabido
O nome é corrupção
Ataca a democracia
Corrói a instituição
O direito se esfarela
Pois até a sua costela
Vira massa de construção
Acaba-se o operário
Ou espertalhão ou otário
Eis aí a prescrição
Dá uma febre danada
O termômetro não
Baixa nada
Pois pode olhar a pesquisa
Só se olha o do outro
Que se visa
Não tem mais o cidadão,
São espertos, vivo, sortudo, sabido?
Todos são conhecidos
Mas não com nome
De ladrão.
Quem falar isso é mentiroso, não é patriota,
Não passa de um agiota
Que quer loar a vernaculação
Cadê a ética, a cidadania.
A dignidade, a família.
O Estado.
A sociedade, o contrato social,
Ainda bem que a justiça
É cega,
O futuro se encerra,
Em mais um filme
Que todo mundo viu,
A imprensa não foi silenciada,
Mas, por mais grito,
Mais grito, mais roucada,
Mais dia, menos dia
Fica calada, pois é um grito
Que ninguém quer ouvir mais não.
É o dia da diária
A quinzena da
quinzenada
É a mensalada do
mensalão
É o grito da boiada que
Ficou para trás não
Tem mais boiada não.
É o sertão que virou mar
É o mar que
Virou sertão.
FOI COM MEDO DE AVIÃO
Certa vez, estavam roubando as varas da cerca de PATATIVA lá na Serra de Santana. Ele sabendo que o Matuto tem medo de praga e que rogando pega, escreveu uns versos e deixou pedurado na cerca:
"...EU DEI A CADA FREGUÊS
COM HUMILDADE, O PERDÃO
E LANCEI A MALDIÇÃO
EM QUEM ROUBASSE OUTRA VEZ
E COM MUITA ALTIVEZ
NA MINHA PENA PEGUEI
UMAS ESTROFES RIMEI
SOBRE AS LINHAS DE UNS PAPÉIS
ROGANDO PRAGA CRUÉIS
E LÁ NA CERCA BOTEI.
DEUS PERMITA QUE O SAFADO
SEM VERGONHA, IGNORANTE
QUE ROUBAR DE AGORA EM DIANTE
MADEIRA DO MEU CERCADO
SE VEJA UM DIA ATACADO
COM UM CANCRO NO TOITIÇO
TODA ESPÉCIE DE FEITIÇO
EM CIMA DO MESMO CAIA
E EM CADA DEDO LHE SAIA
UM OLHO DE PANARIÇO
O SANTO DEUS DE MOISÉS
LHE MANDA BEXIGA ROXA
SAIA CABRUNCO NAS COXA
CRAVO NA SOLA DOS PÉS
ENTRE OS INCOMODOS CRUÉIS
DA DOENÇA HIDROFO BIA
ICTERÍCIA E ANEMIA
TUBERCULOSE E DIARRÉIA
E A LEPRA DE MORFÉIA
SEJA A SUA COMPANHIA..."
Êita como Patativa faz falta!
Dêem uma olhadinha na reportagem abaixo e imaginem o que diria Patativa, com "AQUELES" políticos que vivem a desfrutar das "varas econômicas" do POVO no Congresso Nacional. Não demora, BELCHIOR volta a ser sucesso!
Adriane Galisteu e artistas viajam por conta da Câmara
Deputado Fábio Faria usou cota para viagens da namorada pelo Brasil. Estrelas da Globo foram para festa em Natal e mãe da apresentadora, para Miami. Todos por conta do Congresso
sábado, 11 de abril de 2009
Páscoa: festa dos judeus, dos cristãos e de todos os povos
A celebração pascal era originalmente uma festa agrícola, pastoril, quando os camponeses ofereciam, na primavera do hemisfério norte, os primeiros produtos de suas colheitas e rebanhos.
A partir desse substrato, por volta do séc. XII aC, a Páscoa começou a ser festejada também como memorial do acontecimento fundador da história do povo hebreu: o Êxodo, ou melhor, "os êxodos", tanto o do Egito - que acabou se tornando paradigmático - quanto os das cidades-estado da Palestina. Os relatos sobre esses eventos, que inclusive podem ser controlados pela ciência histórica e pela arqueologia, são muito marcantes nos livros bíblicos. Em ambos os casos os hebreus galgaram um estágio de vida de impressionante qualidade para a época, pois conseguiram passar / saltar de uma situação de opressão (alienação) para uma vida de liberdade (inclusão).
Essa realidade vital recebeu uma expressão religiosa, concebida como aliança entre Deus e o povo, cujo resultado prático foi a constituição de uma anfictionia de tribos, isto é, uma nação fraterna onde não havia espaço para a exclusão. Tudo era polarizado pela dignidade das pessoas: havia convivência e trabalho para todos, sem nenhum dos gravames que estorvam a vida concreta dos povos, tais como monarquia, exércitos, burocracia, impostos etc. Essa situação persistiu pelo menos até a época salomônica.
Com o advento do cristianismo, oriundo do próprio judaísmo, como se lê nos textos neo-testamentários, a Páscoa recebeu novo significado. Convictos de que Jesus de Nazaré era o Messias longamente esperado pelo povo hebreu, os cristãos começaram a celebrar a Páscoa também como passagem de um estado de morte (assassinato de Jesus) para um estado de vida (ressurreição do Cristo). Com efeito, Jesus - assassinado em torno do ano 30 da nossa era, no tempo do imperador romano Tibério - depois que o seu túmulo foi encontrado vazio (cf Mt 28,6), a fé na sua ressurreição fez com que seus discípulos o reconhecessem como Filho de Deus, e o proclamassem como "Senhor" (Kýrios, em grego; Dominus, em latim, as línguas mais difundidas no Mediterrâneo), pois nele residia todo o poder de seu Pai, identificado com o Iahweh vétero-testamentário.
A Páscoa tem, enfim, além do seu significado estritamente religioso, um embasamento antropológico - e, por isso, ético -, no sentido que a aspiração a um estado de vida livre pertence à mais íntima estrutura de cada ser humano e de cada comunidade humana, podendo ser perfeitamente compreensível e vivenciado até mesmo por quem não se considera religioso.
Por isso, os ideais da Páscoa judaico-cristã não são mero privilégio confessional; eles podem ser vistos um como patrimônio comum de toda a humanidade, uma vez que todo ser humano é polarizado pelo bem, pela verdade, pela justiça e pela solidariedade. Cada membro da comunidade humana aspira, de fato, à passagem de um estado de opressão e morte para um estado de fruição de liberdade e vida feliz (cf Gl 5,1; Mt 5,1-11).
Texto: Domingos Zamagna, jornalista e professor de Filosofia em São Paulo
Fonte: Adital
Fanatismo na imprensa
No final da Semana Santa, sempre ocorre na imprensa escrita, reportagens que sem o olhar acurado da ciência social, ou no oportunismo gratuito do momento de oração e vigilância, muitos jornalistas se arvoram no poder de posse dos donos da verdade e no filtro viciado das salas de jornalismo a fazerem reportagens gratuitas e inoportunas, desprovidos de um estudo empírico ou um trabalho sério de campo comprometido com a realidade dos fatos. Neste período é comum a Ordem Santa Cruz – Penitentes- Santa Igreja de Roma ser tratada como um seita de fanáticos, lunáticos, com uma linguagem e um acervo fotográfico que repassa sempre uma visão negativista para o público que, por falta de outro ângulo de observação, sempre cordeiristicamente a absorver todo este lixo de um jornalismo imprudente, mesquinho e oportunista.
Creio que, com a chegada da internet, com o aumento dos sites, blogs e toda estrutura de liberdade do mundo on-line, estes linchadores dos penitentes vão ter menos espaço para injetar na veia da sociedade a sua ira ou sadismo desenfreando, usando o cargo de formador da opinião pública, para desinformar, para confundir e para oprimir uma {categoria} que sempre sofre calada com a ação cada vez mais violenta e virulenta de um jornalismo escrito de um sadismo estarrecedor.
Creio que nesta Semana Santa com o olhar de respeito e liberdade característico dos olhos do mundo on-line, todos nós que participamos da construção deste mundo virtual em benefício da epistemologia genética da humanidade para o bem, não vamos mais aceitar práticas que atacam o estado democrático de direito à liberdade de culto no estado Laico como é o nosso caso.
Nós do mundo oline sempre ficamos a mercê das embromações da imprensa escrita, sempre consumimos o produto e o sub produto do deuses da imprensa escrita, Eu, particularmente, como integrante da Ordem Santa Cruz já fui tachado de todo adjetivo negativista que suja a história da humanidade via imprensa escrita, ainda que não diretamente em citação a minha pessoa, mas a ordem como um todo, porém, com o ataque a Sublime Ordem, sinto-me também atacado, Assim, como todos os irmãos devem se sentir. Nós da ordem Santa Cruz, bem como em todas as nossas oficinas jamais direcionamos um olhar pejorativo ou de desgaste para com as ordens sublimes existentes no Brasil.
Estou convicto de que os meus irmãos, não interessa o credo ou profissão de fé aos olhos do mundo oline, também estarão em alerta para conhecer estes oportunistas de plantão.
Praza Deus, com os ventos de liberdade e da internet nem existam mais, ou não usem o teclado do computador para depreciar e molestar o que não se vive, não se conhece e não responde as provocações de lobos vestidos de cordeiros.
Luiz Domingos de Luna. Mestre de Ordem, Ordem Santa Cruz – Penitentes – Santa Igreja de Roma forania de Aurora aos 7 dias do mês de Abril,2009.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Casamento em crise? Entre sonhos e realidade
Então, onde está a crise? E em quê? Primeiro, nas relações constituídas principalmente pela sociedade ocidental, capitalista e individualista, e seu modelo machista - concepção ideológica e prática masculina reproduzida pelas mulheres. O homem é o provedor e a mulher responsável pelos afazeres de casa e dos filhos.
Veja: o sonho de um casal de namorados e noivos de tomar café pela manhã, almoçar e jantar junto; levar e pegar o filho (a) na escola; a mãe cuida da casa e prepara a alimentação; vai à missa ou ao culto junto; depois o lazer. Aonde existe esse modelo de família?! Na prática, pai e mãe trabalham fora de casa e a "secretária" - empregada doméstica - fica com o filho (a); delega à escola a formação religiosa e ética - "paga pra isso". O lazer, o pai sai com os amigos e a mãe com as amigas, enquanto que o filho (a) vai brincar com os amiguinhos ou vai para o parque com a secretária.
E aquela família dos sonhos, onde está?! No mínimo é uma raridade nos dias atuais. O sonho entra em confronto com a realidade. A relação se desgasta em nível amoroso e sexualmente, e rompe-se oficialmente, até porque não se concretizou na forma do sonho; a própria realidade se encarregou de sucumbi-la.
Os casais, então, não devem sonhar? Não! Pelo contrário, o sonho ou utopia é a química que alimenta a esperança do ser humano. É fundamental que continuem sonhando! Dizia Lenin: "O desacordo entre os sonhos e a realidade nada tem de nocivo, sempre que a pessoa que sonha acredite seriamente no seu sonho, observe atentamente a vida, compare suas observações com seus castelos no ar e trabalhe sistematicamente na realização de suas fantasias".
A sociedade capitalista, consumista, individualista e esquizofrênica corrói o sonho dos casais e das famílias. É preciso mudar as atuais relações sociais e econômicas para formas mais igualitárias e humanas, para que se possa ter homens e mulheres mais humanos e fraternos. As sociedades saudáveis geram casais e filhos saudáveis! Articular utopia e realidade. Juntos, lutemos por uma nova sociedade!
Fonte: Adital
Notícias de Ciência e Tecnologia
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Energia Baterias feitas com vírus estão a um passo de chegar ao mercado A bateria recarregável feita com vírus geneticamente modificados e nanotubos de carbono poderá chegar ao mercado na próxima geração de desenvolvimento. Leia mais... Políticas Brasil recebe novo navio para pesquisas científicas na Antártida O novo navio será utilizado também na área da América do Sul, na coleta de dados hidroceanográficos de interesse meteorológico e em estudos ligados à cartografia náutica. Leia mais... Brasil garante participação no LHC, a máquina do Big Bang A assinatura do memorando é condição necessária para que o CERN reconheça a colaboração brasileira no processamento de dados do maior experimento científico da história. Leia mais... Robótica Robô Cientista: anunciada a primeira descoberta científica feita por um robô O robô-biólogo Adão selecionou mutações da levedura, incubou as células e mediu suas taxas de crescimento. E levantou 20 hipóteses sobre genes que codificariam 13 enzimas. Acertou 12. Leia mais... Robô Cientista 2: novo robô poderá descobrir leis fundamentais da física As leis do movimento, que exigiram séculos de esforço intelectual humano, até culminarem com as descobertas de Isaac Newton, foram decifradas em poucas horas pelo aparato robotizado e pelo algoritmo de inteligência artificial. Leia mais... Minitelescópio implantável no olho ajuda pacientes com problemas de visão Implantar um minitelescópio com 4 mm de espessura sobre o olho pode ser a solução para restaurar a visão de pacientes que sofrem de degeneração macular. Leia mais... Abertas inscrições para Olimpíada Brasileira de Robótica Alunos e professores do ensino médio, técnico e fundamental já podem se inscrever, até 31 de julho, na terceira edição da competição nacional. Leia mais... |
sábado, 4 de abril de 2009
AÇÃO CULTURAL GLOBALIZADA COM IDENTIDADE PRIORIZADA
Creio que urge a necessidade da informatização na escola, pois é um novo renascer para a auto-afirmação do estudante com os valores culturais permeados no espaço geográfico e social. É mister afirmar que a globalização é uma ferramenta de grande valia para o desenvolvimento epistemológico da humanidade. Entendo que a internet é base para a expansão continuada do conhecimento de forma uniforme nas diferentes camadas que formam a sociedade, para o aprimoramento intelectivo dos agentes envolvidos. Igualmente, vale ressaltar que a uniformidade do poder on-line, teria um agente motivador continuo, com a postagem do conhecimento local do aluno as tomadas de atitudes ligadas a cultura local, a história, a literatura, as artes e o conhecimento de uma forma geral, pois de posse de sua identidade cultural educacional afirmativa, ai, sim as portas do mundo à luz da internet aberta, todo o patrimônio regional e global continua a pulsar vivo nas entranhas da sociedade, que além da identidade do eu no espaço tempo, um rumo de pensar positivamente para o bem estar da coletividade humana.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Uma revolução bate à porta
Livro mistura ficção e realidade para apresentar a história e os fundamentos da computação quântica
A computação quântica pode soar complexa demais para os mortais que não são especialistas no assunto. Portanto, nada mais indicado para torná-la mais palpável e compreensível do que ler as palestras do sr. Lao. Ele é, afinal, presidente da maior empresa de computadores quânticos da segunda metade do século 21 — um perfil ideal para desmistificar a ciência por trás dessa inovação que, pelo menos para nós, habitantes do início do século, é ainda tão recente.
Ao que poderia ser um relato técnico e árido sobre o desenvolvimento dessa tecnologia, o recurso a um personagem fictício adiciona um ingrediente dinâmico e criativo, que torna o livro instigante e atraente. Os textos das palestras — que compõem a apresentação histórica do assunto — são intercalados por trechos ficcionais, em que o sr. Lao deixa de ser um mero orador e ganha contorno humano, com preocupações, desejos e expectativas.
A revolução dos q-bits trata de um tema complexo com linguagem simples e didática. O equilíbrio é fruto da dobradinha entre Oliveira, pesquisador da área de informação quântica no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e editor de ciências exatas da revista Ciência Hoje, e Vieira, editor de forma e linguagem da CH. O texto da dupla não requer grande conhecimento técnico para ser compreendido, embora alguma familiaridade com noções de física e matemática ajude a acompanhar o raciocínio do sr. Lao.
Uma ciência revolucionária
Mas, afinal, o que é a computação quântica? Para entendê-la melhor, é preciso conhecer alguns conceitos da mecânica quântica. Elaborado no início do século 20, esse ramo da física é o único capaz de explicar o comportamento de átomos, moléculas e partículas subatômicas que, por conta de suas dimensões ínfimas, não obedecem às leis da física clássica.
Um dos fenômenos mais curiosos estudados pela mecânica quântica é o chamado princípio da sobreposição, que postula que uma partícula pode apresentar duas condições ao mesmo tempo. No mundo macroscópico, seria o equivalente, por exemplo, de uma moeda que, em vez de exibir cara ou coroa, apresentasse os dois estados ao mesmo tempo. É esse princípio que, aplicado para a lógica computacional, está por trás da revolução do computador quântico.
A base da computação clássica é a lógica do sistema binário, no qual toda a informação é codificada com os dígitos 0 e 1. Nos circuitos do computador, esses dígitos são representados, por exemplo, por uma pequena corrente elétrica – a presença da corrente é associada ao dígito 1, e sua ausência, ao 0.
Se os sistemas desse computador forem devidamente miniaturizados para a escala em que vigoram as leis da mecânica quântica, podemos aplicar o princípio da sobreposição. Nesse caso, além do 0 e do 1 — presença ou ausência da corrente elétrica —, as duas opções seriam possíveis. Por mais contraintuitivo que ele possa parecer, esse fenômeno permitiria que o computador processasse várias operações simultâneas e lhe daria uma velocidade incrivelmente maior que a dos computadores atuais.
Embora ainda esteja em estágio inicial de desenvolvimento, a pesquisa no campo da computação quântica já teve alguns resultados de sucesso nos últimos anos. No entanto, se teremos computadores quânticos ultrarrápidos em nossas casas daqui a 50 anos, só o sr. Lao pode dizer.
| A revolução dos q-bits: o admirável mundo da computação quântica |
Isabela Fraga
Ciência Hoje On-line
31/03/2009
EUA - A cidade das tendas
As pessoas foram sendo entrevistadas e falaram de seus dramas. Há os que perderam o emprego e não tem mais como sustentar a família; há os que não puderam mais pagar as prestações de suas casas e tiveram que abandoná-las; os que empenharam todas as suas economias em bancos que faliram e tiveram que largar tudo, acampando no primeiro lugar que encontraram, onde pelo menos têm vizinhos, também acampados.
A crise é mesmo muito forte. No quarto trimestre do ano passado, houve uma retração de 6,4% da economia americana. O governo americano já injetou - assim como governos europeus e o japonês - trilhões de dólares em bancos e imobiliárias à beira da falência, em montadoras como a GM e a Ford, ameaçadas de concordata. E não se anuncia no horizonte, pelo menos no curto prazo, uma luz no fim do túnel.
Luís Nassif publicou em seu blog uma mensagem esclarecedora, com o título A CRISE AO VIVO: "Nassif, aproveito o espaço para descrever um Estados Unidos como nunca vi. Há cerca de 20 anos vou para os EUA ao menos duas vezes ao ano, mais especificamente Califórnia e New Jersey. Voltei ontem de New Jersey e fiquei aterrorizado. A crise que se comenta no Brasil aqui é muito maior do que se imagina. Para se ter uma idéia, sempre fico no hotel Hyatt, que tem cerca de 400 quartos. Apenas 15 (QUINZE) estavam ocupados. Nunca vi isso, esse hotel sempre teve muita ocupação, normalmente minha reserva tinha de ser feita com pelo menos 30 dias de antecedência para garantir a disponibilidade. Uma rápida conversa com um funcionário do hotel deu a medida: cerca de 1/3 do pessoal já foi dispensado, e se esperam mais demissões a curto prazo. Ainda segundo ele, oficialmente não se fala em fechamento, mas os funcionários estão com medo que aconteça, mesmo que temporariamente.
Para o encontro que tive, um dos representantes não apareceu (o da Califórnia). Por incrível que possa parecer, porque cortaram emergencialmente todas (TODAS) as verbas de viagem da empresa. O representante local (de New Jersey), que compareceu na reunião, me passou que, dos quase 500 funcionários, 100 já foram dispensados. Despediu-se dizendo que sempre foi um prazer se encontrar comigo e torcia para que não estivesse na próxima lista de dispensas. Um executivo francês que estava no hotel se disse impressionado, pois no vôo da França para os EUA a classe executiva tinha apenas cerca de 10 assentos ocupados, e 4 deles eram de uma família que voltava de férias.
Passando no shopping (costumo ir no Riverside Square), o cenário é desolador. Não só o shopping estava vazio em pleno sábado à tarde, mas várias lojas fecharam, várias mesmo. Conversando com as pessoas em geral, é latente a sensação de desânimo e de falta de esperança. E só se fala nisso, é deprimente.
Voltei pra o Brasil com a sensação que aqui a crise está sendo uma marolinha mesmo. Mas também fiquei com a dúvida: será que a coisa vai ficar só assim mesmo, ou ainda iremos sentir reflexos maiores desse estado de torpor que assola a economia americana. Oxalá... Viva a marolinha!" Assinado: Doug.
Pronunciamentos e análises se sucedem na reunião do G20, com a presença do presidente Lula. O relatório da Comissão de Desenvolvimento Sustentável, instituto independente de assessoria do governo britânico, procura separar ‘prosperidade’ de ‘crescimento’, pedindo aos governos um sistema econômico sustentável que não se apóie em um consumo sempre crescente.
Malow Brown, principal negociador britânico para a cúpula do G20, diz: "Veremos após a crise uma recalibrada no estilo de vida, toda uma nova visão de futuro de um mundo menos conduzido pelo consumismo, talvez com o acréscimo de um mundo no qual o poder tenha algo mais bem distribuído".
Segundo Pascal Lamy, Diretor Geral da Organização Mundial do Comércio, ‘o modelo de capitalismo que conhecemos nos últimos 50 anos não se sustenta. A questão fundamental é saber se há que readaptar, arrumar ou reformar o capitalismo ou se é preciso ir além, ser mais profundo nas mudanças e ir mais fundo nos retoques."
O presidente Lula escreveu em artigo publicado no Le Monde: "É chegada a hora da política e de restabelecer o papel do Estado. Mais que uma grave grise econômica, estamos diante de uma crise de civilização. Ela exigirá novos paradigmas, novos padrões de consumo e novas formas de organização da produção. Precisamos de uma sociedade onde homens e mulheres sejam sujeitos de sua história e não vítimas da irracionalidade que imperou nos últimos anos".
Os sem-terra e os sem-teto americanos levam a refletir sobre o tipo de desenvolvimento legado pelo neoliberalismo e sobre a estrutura e valores da sociedade capitalista. Não dá mais para fugir da discussão de um novo modelo, com outros parâmetros, organização e valores. Ou como muitos de nós vêm dizendo faz tempo: está na hora da construção coletiva ‘de um outro mundo possível’.
Texto: Selvino Heck, Assessor Especial do Presidente do Brasil
Fonte: Adital
NOS BASTIDORES DA MÍDIA
Penso que a mídia brasileira vem crescendo de forma positiva, ágil, versátil, informatizada; seu poder de informação é amplo, irrestrito, sem fronteiras; os noticiosos são bem aprimorados, toda uma programação que de fato e de direito se posiciona muito bem num Estado Democrático de Direito cumprindo a sua função primeira que é informar a sociedade, mantê-la sempre vigilante e atuante no processo continuo de aprimoramento dos seres humanos no espaço social. Sempre uma luz a pairar no presente, problematizado o nascedouro do futuro e abrindo novas facetas para novos questionamenos.
Esta força desenvolvimentista é um imperativo para o crescer harmonicamente em sociedade, e de maior valia para a unidade social Brasileira. Porém, com este processo acelerativo do momento presente, onde novas ferramentas são diariamente oferecidas e que tudo deve ser atualizado, pois a informática é um dos setores que está sendo privilegiada, por aprimoramento de instrumentos que agilizam todo o processo como um todo, o que é uma forma de aprimoramento contínuo, facilitando a vida de todos os cidadãos brasileiros, talvez pela versatilidade da informática, alguns setores que formam a base da estrutura da liga social vem de certa forma, ainda que talvez sem querer, o por não ter a dimensão de seu poder, esquecendo ou não priorizando para o momento e que de certa forma vem causado uma falta para a sociedade, pois, se não Vejamos: Todos os demais paises têm um grande orgulho em mostrar para o mundo seus grandes escritores, poetas, contistas e principalmente os agentes culturais do país. Os Fomentadores da cultura sejam: regional ou nacional.
Os grandes Veículos de comunicação do Brasil durante o século XIX e até meados do século XX traziam em seu bojo, romance, contos, referencial dos grandes vultos da literatura nacional e a poesia sempre presente.
Creio que a juventude precisa ser oportunizada para leituras de poesias, incentivadas para a leitura dos clássicos nacionais e o fomento as manifestações artísticas e culturais de uma região, do país. A iniciativa de projetar para os jovens esta vontade de focar o gosto pela cultura arte e literatura {…} iria com certeza facilitar o trabalho dos educadores em sala de aula, o relacionamento familiar, empresarial e um fluir de uma nova betumação social com certeza iria nascer, onde todos seriam beneficiados, e a sociedade à luz do por vir sempre na esperança, na fé e no pulsar de um novo horizonte, visto a estrutura está alicerçada nas bases culturais que foram responsáveis pelo processo civilizatório da humanidade.
Luiz Domingos de Luna. Mestre de Ordem, Ordem Santa Cruz - Penitentes - Santa Igreja de Roma, forania de Aurora no estado do Ceará aos 23 dias de outubro,2008.
Notícias de Ciência e Tecnologia
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