terça-feira, 17 de julho de 2012
GREVE NAS FEDERAIS - MEC chama a FASUBRA para conversar
Nesta segunda-feira (16) a direção nacional da FAUBRA e o Comando Nacional de Greve estiveram reunidos com o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), o professor Amaro Lins. A reunião aconteceu na sede MEC em Brasília. A federação foi representada por Gibran Ramos, Antonieta Xavier, Mário Garofolo, Gerly e Paulo Quadrado.
No último encontro que a FASUBRA e o CNG tiveram com o ministro da Educação Aloísio Mercadante, ficou acertado que a FASUBRA entregaria um documento com exposições de motivos para o atendimento da pauta e um breve memorial das referidas negociações. O objetivo era subsidiar o ministro para que ele tivesse argumentos no sentido de abrir as negociações entre o governo e a categoria dos Técnico-Administrativos em Educação (TAEs).
Para a surpresa da entidade, o convite da reunião de ontem partiu do próprio secretário Amaro Lins, e não só para a entrega do documento citado, mas também para uma conversa aberta sobre a greve e nossas reivindicações.
Atendendo a solicitação, a Federação organizou uma comissão e seguiu ao MEC. Os representantes realizaram a entrega do documento e questionaram se havia outro assunto a tratar, tendo em vista que essa reunião não estava marcada previamente.
O secretário começou a reunião dizendo que o governo fez uma proposta aos docentes, a qual não está em negociação, pois o governo não irá aceitar aumentar em mais nenhum centavo a tal proposta. “Não concordamos com a opinião das entidades que estão criticando a proposta. Até agora a posição do governo é de atender somente os docentes, mas o Ministro Aloísio Mercadante está colocando todo o seu prestígio político para conseguir abrir negociações também para o TAE”, informou Lins. Ele alertou o Comando sobre a cautela em tomar posições radicais durante a greve.
A representação da FASUBRA e fez uma exposição sobre o conteúdo do documento entregue ao governo e disse que as medidas mais radicais, até agora, foram tomadas por parte do governo. “O Ministério do Planejamento, além de não nos receber em greve para negociar, não apresentou nenhuma proposta e ainda orientou o corte de ponto dos grevistas. Alertamos que essas medidas tem gerado muita insatisfação na base da categoria por todo país e que isso inevitavelmente gera um tipo de resposta”, rebateu a Federação.
A FASUBRA informou ainda, que no site da entidade foi publicada uma nota na qual fica claro que a greve na educação federal não termina com proposta só para os docentes. “É essencial que o MEC consiga abrir um processo de negociação para os TAEs junto ao governo”, concluiu a representação da categoria.
A reunião terminou com o compromisso do secretário de levar o documento produzido pela FASUBRA às mãos do ministro e de restabelecer o contato, em breve, para discutirmos os desdobramentos dessa movimentação.
Por João Camilo
Jornalista
Fotos: Fabiano Paulokun
Fonte: www.fasubra.org.br
segunda-feira, 16 de julho de 2012
GREVE NAS FEDERAIS - DILMA, NEGOCIE COM TODOS!
Os trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação organizados em seus comandos locais de greve em todas as universidades, sob a orientação do comando nacional de greve da FASUBRA, fizeram 01 mês de greve no ultimo dia 11 de julho.
Estamos construindo uma das maiores greves da história da educação federal deste país com ações regionais e nacionais conjuntas com os companheiros do ANDES-SN, SINASEFE e estudantes, com grande acampamento e marcha dos federais no dia 18 de julho.
A nossa greve não está isolada, furou o bloqueio da mídia regional e nacional, com ações contundentes por todo país para chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade do governo federal sair de sua posição intransigente e negociar com nossa categoria. Mas além das ações de rua, temos também construído ações sistemáticas no Congresso Nacional, buscando apoio do parlamento, bem como do próprio Ministério da Educação e Secretaria da Presidência da República, ambos se comprometeram em fazer gestões junto a Presidência da Republica e ao Ministério do Planejamento para abrir negociações e atender a nossa pauta.
Na última semana tomamos conhecimento de que o Ministério do Planejamento chamou o ANDES-SN, SINASEFE e PROIFES para uma reunião em que foi apresentada uma proposta aos docentes em greve. Reconhecemos que é uma vitória importante do movimento esse recuo do governo. Estamos solidários e apoiamos a pauta docente e dos demais trabalhadores em greve no país.
Mas não podemos deixar de manifestar, veementemente, nossa posição junto à comunidade universitária e sociedade civil, de que não aceitaremos ser discriminados mais uma vez pelo Governo Federal. Desta forma, exigindo respeito à greve da FASUBRA Sindical, aguardamos resposta sobre os itens de nossa pauta de reivindicações protocolada no MPOG, e já conhecida pelo governo desde o término da greve de 2007.
Queremos frisar categoricamente que a greve dos Técnico-Administrativos em Educação - TAE sob o comando da FASUBRA Sindical não irá terminar se o governo não apresentar uma proposta digna para os TAE.
Trata-se de uma antiga tática do governo em jogar contradições, apresentando proposta para alguns segmentos, tentando jogar com a divisão, diante das várias ações para que os movimentos deixem de atuar com um grau importante de unidade, visando à nossa derrota, e assim, manter os privilégios de recursos do orçamento para a necessidade do capital, em detrimento das demandas sociais, dos trabalhadores e do serviço público.
A Direção Nacional da FASUBRA e o Comando Nacional de Greve, conclamam todos os companheiros(as) em cada canto deste país a reforçarem as caravanas e as ações nas IFES para que possamos dar uma resposta nas ruas contra a política de reajuste zero do governo, e fortalecer a greve da FASUBRA sindical.
Dia 18 DE JULHO É DIA DE LUTA!
TODOS A BRASILIA!
CHEGA DE ENROLAÇÃO!
NEGOCIA, DILMA!
Direção Nacional da FASUBRA
domingo, 15 de julho de 2012
GREVE NAS FEDERAIS - A FARSA DA PROPOSTA DO GOVERNO

Na mesa de negociação do(a)s docentes, o governo mostrou que está mais preocupado com o apoio da sociedade ao movimento grevista do que negociar as reivindicações. Paralelamente à reunião com o SINASEFE e o ANDES, o Ministro da Educação Aluízio Mercadante e a Ministra do Planejamento Miriam Belchior anunciaram que já havia acordado proposta de reestruturação de carreira do magistério superior e da carreira EBTT dizendo que terá impacto de R$ 3,9 bilhões no Orçamento Federal.
Na reunião, o governo usou como estratégia a apresentação uma tabela mal estruturada e de difícil entendimento que visa principalmente confundir as bases das entidades sindicais e jogar a população contra o movimento grevista. O governo mentiu, ao anunciar que o reajuste de 45% contempla a categoria, todavia, o maior reajuste apresentado pelo governo é de 39,54% e atinge apenas os doutores com dedicação exclusiva no topo da carreira (docente titular). Esse reajuste será repassado em 3 parcelas: a primeira em julho de 2013, a segunda em maio de 2014 e a terceira, SOMENTE, em março de 2015. Deve-se considerar que a última parcela será distribuída em ano posterior a eleição de 2014. Nesta proposta, os salários ficarão congelados nesse período.
Em uma análise mais detalhada, a proposta do governo mostra armadilhas que precisam ser denunciadas:
O governo diminui a tabela salarial que atualmente está dividida em 16 níveis remuneratórios para 13. Entretanto, para progredir na carreira, o docente da EBTT terá que permanecer em um nível por 24 meses em detrimento aos atuais 18. O tempo para que o docente chegue ao topo da carreira não se alterou revelando uma farsa de que a diminuição nos níveis reduzisse o tempo de ascensão ao teto da carreira.
Um ponto de extrema importância na análise é a progressão do(a) docente entre os níveis. Um(a) docente, exceto os doutores(as), nunca poderá chegar ao topo da carreira, contrariando o que já está estabelecido com a progressão por tempo de serviço, o que se configura em um retrocesso nos direitos já existentes.
É necessário frisar que o governo momento algum sinalizou com a possibilidade de iniciar de fato um processo de negociação séria com os técnico-administrativos, o que fere as deliberações da base que só assina acordo se as duas categorias forem contempladas.
O SINASEFE mantém-se firme na defesa dos interesses da categoria e apresentará, na mesa de negociação acordada entre as entidades representativas dos servidores (SINASEFE e ANDES) e o governo, no dia 23 de julho, uma contraproposta baseada nas resoluções definidas democraticamente pelas instâncias da nossa entidade.
COMANDO NACIONAL DE GREVE
Fonte: SINASEFE
http://www.sinasefe.org.br
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Greve nas Federais - Governo apresenta proposta aos Professores Federais
Plano de reestruturação para professores universitários terá impacto de R$ 3,9 bilhões no Orçamento Federal
Por Luciene CruzRepórter da Agência Brasil
A proposta de reestruturação de carreira apresentada hoje aos professores universitários federais terá impacto de R$ 3,9 bilhões no Orçamento Federal. Segundo a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, o valor será dividido nos próximos três anos: 40% este ano, ou seja, R$ 1,56 bilhão. Os 60% restantes serão divididos em 2013 e 2014, o que significa R$ 1,17 bilhão por ano.
A reunião entre os representantes das instituições federais de ensino e o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, continua. Mesmo sem o encontro finalizado, a ministra garante que a “que primeira impressão de todos é muito positiva”. Caso aceite a proposta do governo, a categoria pode encerrar o movimento grevista, que começou em 17 de maio.
O governo federal ofereceu reajustes que variam entre 24,4% e 45,1% para doutores. Atualmente, os professores universitários que atingem o topo da carreira recebem R$ 11,7 mil. Com a nova proposta, a remuneração chegaria a R$ 17,1 mil. Entre os mestres, os aumentos vão variar entre 25% e 27%.
A ministra disse que a proposta objetiva conceder maior progressão salarial aos professores com doutorado e com dedicação exclusiva, que representam 86% e 80%, respectivamente. “O conceito da presidenta [Dilma Rousseff] é construir uma universidade de excelência, com valorização e estímulo à dedicação exclusiva. Queremos produção científica. O segundo [conceito] é a titulação. Estamos, com esta proposta, valorizando mais os doutores, que é uma titulação maior.”
Segundo dados do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), a paralisação atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica dos 38 existentes.
Miriam Belchior classificou de “precipitada” a deflagração da greve pelos professores no mês de maio. “O time de negociação com os servidores é a virada do mês de julho para agosto, porque precisamos estar mais próximos do ano seguinte, para ter clareza, para ter o cenário que se desenvolverá próximo ano, e é momento de fechamento. Do nosso ponto de vista, houve precipitação de universidades e escolas técnicas de deflagrar greve em maio”, disse.
O ministro da Educação, Aloisio Mercadante, lembrou a garantia dada pelo governo de que haveria proposta para os professores universitários. “Sempre dissemos que haveria proposta de carreira, mas estamos vivendo quadro de incertezas na crise internacional”, ressaltou o ministro.
Fonte: Agência Brasil
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