domingo, 19 de julho de 2009

Comemorações do centenário de Juazeiro do Norte seguem até 2011



A dois anos da comemoração do centenário deste município, a cidade abre as portas para diversas manifestações que irão perdurar até 2011. A abertura do Centenário de Juazeiro aconteceu na tarde de ontem. O dia começou com uma alvorada festiva. À tarde, foi aberta a exposição em homenagem ao jornal O Rebate, veículo que defendeu a emancipação política da cidade. A exposição, ocorrida no Centro Cultural Banco do Nordeste do Cariri, marca o centenário da imprensa local. Na ocasião, a lei do Dia Municipal da Imprensa Juazeirense foi assinada.

O município foi emancipado no dia 22 de julho de 1911. Uma das cidades do interior nordestino de maior destaque comemora, na próxima quarta-feira, 98 anos. Juazeiro do Norte, considerada a “meca” dos romeiros de vários estados, foi fundada pelo Padre Cícero, que também foi o primeiro prefeito. Antes era a comunidade de Tabuleiro Grande, pertencente ao Crato. A cidade conseguiu se notabilizar pelo desenvolvimento da economia local, com destaque para o comércio e a indústria de calçados, sendo um dos pólos mais representativos do Estado.

Destaques

A cultura popular é outro grande atrativo. Os pilares do trabalho e da fé fizeram o município ter uma cultura diferenciada. O escritor e jornalista Geraldo Menezes Barbosa, que atualmente preside a Comissão do Centenário, afirma que, quando chegou a falar sobre essa diferença, algumas pessoas acharam estranho. Ele já escreveu oito livros sobre a história do município e do Padre Cícero. “Cada vez fico mais impressionado com essa força misteriosa que Juazeiro tem. É uma coisa transcendental”, diz ele, ao se referir às manifestações de carinho que tem recebido de várias localidades do Brasil a respeito das comemorações do centenário da cidade de Juazeiro.

A cada ano, milhares de pessoas atravessam o País para se dirigir à Juazeiro, principalmente durante as grandes romarias. Esse é outro importante aspecto em torno da figura mítica do Padre Cícero, cuja santidade é indiscutível para os devotos. As romarias fortaleceram o comércio local e criaram uma verdadeira indústria do turismo religioso em torno da figura do “Padim”.

A cidade tem conseguido, nos últimos anos, ter um crescimento na área educacional, principalmente com a instalação de universidade e faculdades. Cerca de 11 instituições de nível superior, entre particulares e públicas, estão instaladas no município, com aproximadamente 50 cursos superiores despertando, de forma rápida, para uma nova vocação de destaque no Interior.

O nome “Juazeiro” surgiu a partir de uma árvore e “Norte” veio diferenciar a cidade de outras com o mesmo nome. Um dos grandes momentos que mudou a visão de Juazeiro para o mundo foi o milagre da beata Maria de Araújo, em 1889, em que ocorreu o sangramento da hóstia ofertada pelo Padre Cícero. A polêmica continua até hoje em torno desse fato, assim como a crença do povo na santidade do fundador de Juazeiro. O acontecimento até hoje é estudado por pesquisadores de várias partes do mundo.

Dentro das comemorações da Semana do Município, está sendo realizado o Projeto Encenas Juazeiro, de 17 a 22 de julho, no Teatro Municipal Marquise Branca, com vários espetáculos teatrais. As apresentações acontecem às 20 horas, com entrada franca. Ontem, foi a vez da peça “Esperando Comadre Daiana”, da Companhia Livre Mente. Hoje, será a vez do espetáculo “Avental Todo Sujo de Ovo!”, do Grupo Ninho. No dia 20, estréia a peça “Maria Roupa de Palha”, da Companhia Amar. No dia seguinte, haverá o espetáculo “Eu Prometo”, de Alysson Amâncio, da Companhia de Dança. As apresentações terminam na quarta-feira com “Caboré”, da Companhia Desabafo. Também está acontecendo a exposição “Juazeiro Como te Vejo”, dentro da proposta cultural da abertura do centenário da cidade. O trabalho é coordenado do gerente de Artes Cênicas da Secretaria de Cultura de Juazeiro (Secult), Assislan Paiva.

FIQUE POR DENTRO
Padre Cícero permitiu criação de Juazeiro

Em 1872, chega à Tabuleiro Grande Cícero Romão Batista. Oriundo do Crato, ele substituiu o Padre Pedro na capela Nossa Senhora das Dores. Uma vez instalado em sua ação evangelizadora, Padre Cícero trabalhou para que o povoado se desenvolvesse, o que revela a integração entre vida social, política e religiosa. Em 22 de julho de 1911, foi assinada a Lei que elevou o povoado à categoria de Vila e Sede. No dia 4 de outubro de 1911, a Vila de Juazeiro foi inaugurada oficialmente e Padre Cícero foi elevado primeiro prefeito. Em 23 de Julho de 1914, a Vila de Juazeiro foi elevada à categoria de cidade. Mas esta data não é comemorada, e sim a de criação do município.

ROMARIA
Morte de Padre Cícero completa 75 anos

Juazeiro do Norte. Amanhã, dia 20, acontece a missa tradicional pelos 75 anos de morte do Padre Cícero. A expectativa é que milhares de romeiros lotem a Praça do Socorro para lembrar a data. Às seis horas, será celebrada missa pelo bispo diocesano, dom Fernando Panico. Este ano, a celebração será acompanhada por reitores da Igreja Católica de todo o Brasil. O gerente do setor de projetos da Secretaria de Turismo e Romarias de Juazeiro do Norte, Renato Dantas, afirma que um novo palco será montado para dar espaço para as autoridades e visitantes, já que o palanque onde tradicionalmente ocorrem as celebrações não comporta mais a quantidade de pessoas que busca permanência no local durante a liturgia.

As visitações passam a ser constantes ao túmulo do Padre Cícero, na Capela do Socorro, que recebe milhares de fiéis de várias partes do Nordeste. Prevendo um grande número de fiéis em Juazeiro, a Setur manterá contato com as secretarias afins no sentido de estruturar o acolhimento aos visitantes.

Na data, os peregrinos também visitam lugares considerados sagrados, incluindo a estátua do religioso na Colina do Horto, o Santo Sepulcro, museus e outros templos como a Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores. O secretário José Carlos diz acreditar na vinda de cerca de 30 mil devotos e admiradores de Padre Cícero de todo o Nordeste, principalmente Alagoas e Paraíba, de onde sempre partem muitos romeiros rumo ao Juazeiro.

Casa da beata

Segundo adiantou o titular da Setur, no dia 22 de julho, acontecerá a aposição da placa indicativa da casa onde nasceu a Beata Maria de Araújo. No local, atualmente, está construído o prédio dos Correios, na Rua da Conceição, entre as ruas Padre Cícero e São Pedro. A iniciativa é uma parceria da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos com a Prefeitura de Juazeiro. De acordo com José Carlos dos Santos, o padre Reginaldo Manzotti virá a Juazeiro para rezar, cantar e conhecer a terra de Padre Cícero. No mesmo dia, haverá apresentação da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho na Praça dos Romeiros.

Mais informações:
Secretaria de Turismo e Romaria
Praça do Cinqüentenário, s/n, Socorro
Juazeiro do Norte
(88) 3511.4040

Elizângela Santos
Repórter

Fonte: Diário do Nordeste

Foto: Silvana Tarelho

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Em breve o novo site da cidade de Barbalha

O Barbalha.net ainda está em fase de testes.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Patativa do Assaré é homenageado no Cariri


Há sete anos, o poeta Patativa do Ceará deixava sua terra natal para alçar novos vôos. Desta vez, mais perto de Deus

Crato. A programação comemorativa ao aniversário de morte de Patativa do Assaré foi aberta com a celebração de uma missa, na quadra de esportes da Igreja de São Francisco, no Crato, que contou com a participação de mais de duas mil pessoas. A programação prossegue amanhã, em Assaré, com um almoço de confraternização da família do poeta que morreu no dia 8 de julho de 2002, há sete anos.

No Crato, o ato religioso foi celebrado pelo padre Raimundo Elias, que reside em Portugal e encontra-se de férias no Cariri. De violão em punho, o celebrante abriu a cerimônia interpretando a música de sua autoria “Canta Patativa”, que identifica o poeta como um missionário da fé, da oração e da solidariedade.

Durante o ritual, que durou mais de duas horas, foram apresentadas músicas e poesias de Patativa, declamadas pelo radialista e comerciante Chiquinho Feitosa. Na homilia o padre Raimundo Elias justificou que a celebração teve como objetivo resgatar os valores que foram defendidos pelo testemunho de vida de Patativa, um homem simples, pobre, sofrido e sábio, que encarnou princípios éticos e religiosos que foram esquecidos pela maioria da população atualmente.

“É a missão da expressão da nossa nordestinidade, estas características de cada povo, de cada gente, através das quais, nós somos reconhecidos”, definiu o celebrante, acrescentando que Patativa encarnou muito bem esse jeito de ser do nordestino. Além dessa identificação com o povo da região, o poeta resgatou os mais originais valores da comunidade.

O primeiro deles, segundo Padre Elias, foi à valorização de sua terra. Mesmo sendo obrigado a viajar, Patativa passou a maior parte de sua vida em Assaré, sua terra natal. Quem quisesse vê-lo, teria que subir a Serra de Santana. Este amor telúrico à terra natal representa o apego que o nordestino, o retirante, que é obrigado a deixar o sertão, tem pelas suas origens.

Valorização do povo

Outra virtude de Patativa era a valorização de sua gente, as pessoas iguais a ele, o que foge um pouco desse estereotipo de valorizar sempre pessoas diferentes, mais importantes, ricas e sábias. Segundo destacou o pároco, o poeta valorizava sua gente, a partir dele mesmo. Sabia a capacidade que tinha os valores e, com simplicidade, sabia se impor.

Outra virtude lembrada pelo padre Elias é que o poeta valorizava seu trabalho. Um trabalho simples, humilde, braçal que ele nunca abandonou. Sempre que podia, pegava o chapéu de palha, a roupinha surrada, a enxada e tomava o caminho da roça. Ele mostrou aquilo que os sábios de hoje já destacam em suas palavras: “que não há uma atividade superior, sublime ou sagrada. Há uma maneira sagrada de executar todas as coisas”.

Padre Elias afirmou que Patativa podia ser rico. No entanto, não aceitava concessões, dinheiro fácil. Sempre que alguém lhe oferecia presentes, ele fazia algumas reservas, porque não queria mudar seu estilo de vida. Nada que alterasse aquilo que foi opção dele, uma vida modesta. Nem por isso deixou de viver 93 anos, com bastante felicidade.

Nas homenagens, também foi mostrado que o poeta da nordestinidade era uma pessoa desapegada, que se mantinha independente em relação a coisas e pessoas, assegurando a sua liberdade. “Ele sempre defendeu a sua condição de homem livre. Nunca se curvou diante dos poderosos. Sua poesia missionária estava acima de todas as ideologias e partidos políticos”, afirmou.

A figura do servo sofredor também foi apontado durante o cerimonial. Na explicação do padre Elias, é o Patativa que se mostra como aquele que sofre todas as amarguras e dificuldades que o nordestino sertanejo sofre. “Pobre, sozinho e, por último, cego. No entanto, soube vencer o sofrimento pela capacidade de sofrer”.

Mas, como contraponto, também se pode ver no poeta o homem alegre e bem humorado. Basta ler as entrelinhas das poesias. É uma alegria bíblica que lembra a aparição do anjo à Nossa Senhora: “Alegra-te porque o Senhor está contigo, disse o anjo. Patativa tinha esta consciência muito lúcida de que Deus nos protege”, afirmou padre Elias.

Outro aspecto destacado foi o homem silencioso e solitário, que gostava de escutar a voz da consciência para depois falar alguma palavra abalizada.

EXEMPLO DE DETERMINAÇÃO

Na vida, poeta declara amor ao sertão

Crato. Antônio Gonçalves da Silva, dito Patativa do Assaré, nasceu a cinco de março de 1909 na Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município de Assaré, no Sul do Ceará. É o segundo filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Foi casado com dona Belinha, de cujo consórcio nasceram nove filhos. Publicou cerca de dez livros de poesias. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Está sendo estudado na Sorbonne, Paris, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do professor Raymond Cantel.

O poeta era unanimidade no papel de poeta mais popular do Brasil. Para chegar aonde chegou, tinha uma receita prosaica: dizia que para ser poeta não era preciso ser professor. “Basta, no mês de maio, recolher um poema em cada flor brotada nas árvores do seu sertão”, declamava com maestria.

Cresceu ouvindo histórias, os ponteios da viola e folhetos de cordel. Em pouco tempo, a fama de menino violeiro se espalhou. Com oito anos trocou uma ovelha do pai por uma viola. Dez anos depois, viajou para o Pará e enfrentou muita peleja com cantadores. Quando voltou, estava consagrado: era o Patativa do Assaré. Nessa época os poetas populares vicejavam e muitos eram chamados de “patativas” porque viviam cantando versos. Ele era apenas um deles. Para ser melhor identificado, adotou o nome de sua cidade.

Filho de pequenos proprietários rurais, ele inspirou músicos da velha e da nova geração e rendeu livros, biografias, estudos em universidades estrangeiras e peças de teatro. Também pudera. Ninguém soube tão bem cantar em verso e prosa os contrastes do sertão nordestino e a beleza de sua natureza. Talvez por isso, ele ainda influencie a arte feita hoje.

Como todo bom sertanejo, Patativa começou a trabalhar duro na enxada ainda menino, mesmo tendo perdido um olho aos quatro anos. No livro “Cante lá que eu canto cá”, o poeta dizia que no sertão enfrentava a fome, a dor e a miséria, e que para “ser poeta de vera é preciso ter sofrimento”.

Patativa só passou seis meses na escola. Isso não o impediu de ser Doutor Honoris Causa de pelo menos três universidades. Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar. Desde os 91 anos de idade, com a saúde abalada por uma queda e a memória começando a faltar, Patativa dizia que não escrevia mais porque, ao longo de sua vida, “já disse tudo que tinha de dizer”. Patativa morreu em 8 de julho de 2002 na cidade que lhe emprestava o nome.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter e fotografia

Fonte: Diário do Nordeste

Chega de Coronéis!


Por Luiz Domingos de Luna

É incrível a dependência da história política brasileira dos coronéis que já estiveram no poder, (...) à sombra e conseguem sempre alianças para se manter firmes e atuantes nas esferas administrativas do poder público.

Ao fazer uma avaliação ao longo da história se vê que o coronelismo é ponto de obstrução e de emperramento de desenvolvimento do Brasil, é uma doutrina nefasta que corrói, dilacera, corrompe e destrói todo o foco afirmativo de crescimento político, econômico e social.

É comum dizer que, para se ter uma governabilidade serena, se faz necessária à aliança com os coronéis, e é o que tem sido feito, porém os problemas começam logo nas alianças, os coronéis que são fisiologistas por natureza exigem logo cargos e mais cargos, e o pior, não aceitam os que estão subordinados as normas, a lei, ou seja: que estão sujeitos a hierarquia do segundo ou terceiro escalão, preferem sempre os que tem autonomia financeira própria.

Por que a nossa classe política é tão dependente destes coronéis que tem uma política voltada, unicamente, para o bem estar de seus bolsos, de seus familiares, do fomento a corrupção na especialização de formação de caixas, peritos inclusive, na construção de caixa um, caixa dois, caixa três (.....) São na verdade sangue suga da democracia que conspiraram contra o poder democrático, contra a norma, a ética, a lei e o estado, pois sempre foram e serão caciques de uma aldeia desafiadora ao estado democrático de direito, pois, são filhos legítimos da ditatura, amantes eternos do poder e de preferência do poder em regime de exceção.

É urgente uma política voltada para exterminar todos os males de agentes políticos que alcunham o Brasil como um país relegado eternamente ao país do futuro . Precisamos construir o Brasil que dá certo, que está dando certo, que precisa, tão somente, perder o medo destes abutres da política brasileira os famigerarados coronéis políticos, ou políticos coronéis.


Ref:www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com

sábado, 4 de julho de 2009

Juazeiro do Norte representa o Brasil no projeto internacional "The Moon for all mankind"


No mês que se celebra os 75 anos da morte do Padre Cícero, sua terra, Juazeiro do Norte, no Ceará, chega mais perto do Céu: Juazeiro está na Lua !

Foi divulgado no dia 03 de julho de 2009, pelo Comitê do Ano Internacional da Astronomia de Malta, o grande mosaico da Lua obtido das imagens enviadas por 40 países de todos os 5 continentes, em apoio ao projeto "The Moon for all mankind", ou “A Lua para Toda a Humanidade”, que pretende mostrar a Lua como um símbolo de paz e de unidade entre todos os homens e mulheres do planeta Terra.

Imagem final do projeto:

Justificar

http://3.bp.blogspot.com/_nBEHSqwav6Q/Sk651F72pMI/AAAAAAAAAzo/A1VWG_heDeU/s1600/iya2009_moon_mankind%2B1024x1201.jpg

Para comemorar o 40º aniversário do primeiro Homem na Lua, no ano em que se completa o 400º ano da primeira utilização da luneta por Galileu Gallilei, o comitê em Malta lançou em abril de 2009 a campanha internacional para produzir um mosaico da Lua Cheia, de 1,25 metro de diâmetro, feito a partir de imagens fornecidas por 48 diferentes países.

Link para o projeto The Moon for all Mankind:

http://iya2009malta.page.tl/The-moon-for-all-mankind.htm

Malta, Brasil, Austrália, Bangladesh, Camarões, Canadá, Chile, China Nanjing, Colômbia, Chipre, Dinamarca, Egipto, Alemanha, Gana, Guatemala, Hungria, Índia, Irã, Jamaica, Japão, Quénia, Madagáscar, Malásia, Moçambique, Myanamar , Omã, Paraguai, Porto Rico, Romênia, Rússia, Arábia Saudita, Sérvia, Singapura, Coreia do Sul, Espanha, Síria, Taiwan, Tajiquistão, Tanzânia, Tunísia, Emirados Árabes Unidos, Uganda, Reino Unido, Uruguai, Estados Unidos da América, Vaticano, Vietnan e Zâmbia foram convidados e se comprometeram com o projeto.

Cada país fez imagens de uma seção da Lua, nas noites de Lua cheia nos dias 9 de Maio e 7 de Junho de 2009.

As imagens foram enviadas ao Sr. Leonard Ellul Mercer no Apolen Observatory, em Malta, onde após semanas, a colagem de todas foi produzida. O mosaico final, divulgado hoje, e uma animação com música de Lynn Faure, serão distribuídos ao redor do mundo como colaboração entre as diferentes nações no espírito de “A lua de toda a humanidade”.

Ao Brasil foi atribuída a seção lunar 40, uma área situada nas proximidades da bela cratera Tycho que tem 86 km diâmetro e uma profundidade que chega a 4.800 metros .

Campanha no Site do Ano Internaciona da Astronomia/Brasil:

http://www.astronomia2009.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=169:projeto-lua-para-a-humanidade&catid=1:comunicados-iya2009&Itemid=50

A composição final do projeto trouxe duas boas surpresas: a Itália enviou como imagem representativa da área lunar que lhe coube, um esboço da Lua, de quatrocentos anos de idade, feito por Galileu Galilei - o projeto comemorativo do Ano Internacional da Astronomia ,que já era belo, tornou-se extremamente poético, e, a outra surpresa, para o Ceará, a imagem da seção 40 da Lua, obtida aqui em Juazeiro do Norte, na Estação Astronômica PieGise, foi escolhida para representar o Brasil no projeto internacional.

Ou seja, Juazeiro do Norte é o Brasil na Lua!

Link para a imagem escolhida da Estação PieGise:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnCWE3deOOcwqzCTpMnZOKKdcxorIDNsQA101Qn6EmR9u6ENBbRGsvO8ZEx2akoopTgVxseCcrgg2vNcvDmVeclPGSE6FC8bbbMQ-TY4nUkQHTrlme_UEYixalPZqXWAqDStUT8k1KHDU/s1600/A+Lua+de+toda+a+Humanidade+jpg+form+2_filtered.jpg

Imagens obtidas em Juazeiro do Norte para o projeto "Moon For All Mankind" Nas noites e madrugadas dos dias 6, 7 e 8 de Junho de 2009, em Juazeiro do Norte, 2.035 imagens da seção lunar 40 e suas adjacências, foram obtidas, por Valmir Martins de Morais, com uma câmera CCD Toucam Pro II (Sony ICX098BQ) acoplada ao telescópio principal (de 275 mm de abertura) da Estação Astronômica PieGise.

O céu juazeirense, dominado por forte turbulência atmosférica, neste período, completamente inapropriado para observações astronômicas, só por momentos permitiu que as imagens do luar fossem captadas por entre as poucas frestas das pesadas nuvens.

Mesmo Assim, a partir da soma dos 1.616 melhores quadros do total obtido, conseguiu-se um mosaico de 2907x2035 pixels composto por 79 imagens da região, que depois foi recortado e enviado ao comite IYA-2009 de Malta para avaliação.

Mosaico obtido na Estação PieGise:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQEz-VI2y7xs_XXvJA0uYcttjCZdYbUB7_jSekgsxRwfOxRh5_5V-PuHpj5jDCKETph_zZqQD2BlEPCiCO79EU07pEf2Vr1-WkTJUbZw1z3FitgfRDAy-AmkNhkHdnk90GWa9Yjy5RiFw/s1600/bmp+arquivo+2371x1660.jpg

Visitem a página atualizada da Estação PieGise sobre o projeto:
http://astropiegise-ultimasobservacoes.blogspot.com/2009/06/juazeiro-do-norte-no-projeto_14.html

Link para o download da composição final de imagens do projeto de Malta (em tamanho grande 2.7 MB e no tamanho original 42.7 MB):

http://www.astronomy2009.org/resources/multimedia/images/detail/iya2009_moon_mankind/


O mosaico obtida do projeto "The Moon for all mankind" traz algumas particularidades:

- Dos 48 países convidados, 40 contribuíram com as imagens- um país para cada ano que passou desde que a Apollo 11 aterrisou na lua!

- O tipo de letra utilizado no projeto é o mesmo tipo da placa fixada no módulo lunar Eagle, da Apollo 11, em que se lê: “Here Men From Planet Earth First Set Foot Upon The Moon. July 1969 A.D. We Came In Peace For All Mankind” ou "Aqui homens do planeta Terra pisaram na lua em 20 de julho de 1969, nós viemos em paz em nome de toda a humanidade". O que inspirou o Comitê de Malta a elaborar o projeto.

- A imagem celebra também: - a primeira nave espacial a alcançar a superfície da Lua: a Luna 2, do programa Luna da antiga União Soviética. Fato ocorrido no dia 14 de setembro de 1959.
- O projecto Apollo, que culminou na aterrissagem lunar tripulada, da Apollo 11, em 20 de julho de 1969, seguido por outros cinco desembarques.
- Os outros países que lançaram naves espaciais á Lua: Europa (representante), Japão, China e Índia ...Essas sondas também são apresentadas na imagem.

A contribuição da Estação Astronômica PieGise evoca não só desejo de paz entre os homens, mulheres e crianças no planeta Terra... evoca o desejo de paz nos Céus...

Uma Terra... Um Céu!

Que a Lua seja de todos nós!

Valmir Martins de Morais
Estação Astronômica PieGise
Juazeiro do Norte, Ceará - Brasil

http://astropiegise-ultimasobservacoes.blogspot.com/

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Criticidade é sempre necessária

Por Luiz Domingos de Luna

Toda informação é filtrada pela mente do autor, logo, um fato em si pode ter milhares de formas de apresentação, esta diversidade de formas é combustível de vital importância para a democracia, pois a liberdade de expressão é a liberdade de expressar inúmeros focos para uma única situação, assim, quanto maior for às possibilidades dos dados amostrais, maior será força democrática.

A heterogenia social é também intelectual, pois não existe sociedade totalmente homogenia, como também não deve existir um padrão de conhecimento intocável, inviolável, pois a civilidade sempre pronta para polir, para criar um novo ritmo de aprimoramento.

É assim que a humanidade ruma, sempre numa busca eterna, uma história permeada de erros a acertos, o grande desafio é diminuir a margem de ermos e aumentar a de acertos, porém para a probabilidade aumentar em projeção afirmativa, se faz necessário também elastecer o foco do conhecimento, como também todas as facetas e variáveis possíveis, sem isso, o pulsar existencial pára a história emperra e a vida se dissolve na abstração do tempo.

Escrever é um ato social e como tal expõe a convicção do autor, porém, por mais dados e conhecimentos que se tenha sempre falta o focar pleno do contrário, assim, o potencial do que não foi exposto pode ter o poder maior do que o que já foi. Nisto reside à força da criticidade, dar luz ao que foi esquecido, dar força ao que não foi pontuado.... (....) Enfim dar a liberdade ao que foi presilhado ou distorcido, ou, questionar o que é, ou era, uma obra pronta pelo autor.

Este constante desafio feito dentro de princípios éticos normativos, de responsabilidade e compromisso com o bem estar da sociedade é a fonte geradora de progresso, de crescimento social e luz para as futuras gerações.

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